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Daesh e tropas sírias disputam controlo de Palmira

OMAR SANADIKI/REUTERS

A cidade síria continua a ser alvo das investidas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Palmira esteve dez meses nas mãos dos jiadistas que provocaram danos irreparáveis no seu património histórico

O Daesh lançou este domingo um novo ataque sobre a cidade antiga de Palmira, depois de se ter retirado na noite de sábado devido a violentos bombardeamentos da aviação russa, declarou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os 'jihadistas' “retomaram a cidadela e um bairro ao norte da cidade”, declarou o diretor da OSDH, Rami Abdel Rahmane, à agência de notícias France Presse.

O Daesh tomou a cidade a 23 de maio de 2015 e içou a sua bandeira, sendo depois expulso a 25 de março deste ano. Na quinta-feira, lançou uma nova ofensiva sobre a cidade, classificada como património mundial da humanidade.

Os 'jihadistas' estão a mostrar grande mobilidade, que os torna capazes de lançar ataques e de se retirarem rapidamente, especialmente em áreas desérticas, como a região de Palmira.

Assim, durante a noite de sábado, “violentos ataques da aviação russa fizeram com que se retirassem, algumas horas depois de terem entrado em Palmira”, explicou Abdel Rahmane.

Segundo o responsável do OSDH, o regime sírio também enviou reforços durante a noite para esta cidade no centro do país.

A Rússia é um aliado do regime de Damasco, que apoia militarmente desde setembro de 2015. O ministro da Defesa russo disse hoje que os aviões russos fizeram 64 ataques durante a noite contra posições do Daesh.

Palmira era uma das maiores atrações turísticas da Síria antes do início da guerra em 2011. A cidade esteve controlada pelo Daesh durante dez meses, tempo suficiente para provocarem estragos irreversíveis em vários templos, danificando ainda inúmeros artefactos históricos.