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Internacional

Daesh já perdeu 50 mil combatentes desde 2014

AMEAÇA Militante com a bandeira negra do Daesh em Raqqa, na Síria, em junho de 2014

REUTERS/STRINGER

Fonte do Exército norte-americano diz que número de baixas pode ser superior, mas relembra que grupo tem facilidade em substituir militantes com rapidez

Pelo menos 50 mil combatantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) foram mortos desde que a coligação internacional liderada pelos EUA começou a intervir na Síria e no Iraque há dois anos. A informação foi avançada por fonte do Exército norte-americano sob anonimato. O número é uma "estimativa conservadora", diz a mesma fonte. Os Estados Unidos têm, contudo, avisado regularmente que o grupo tem capacidade para substituir os seus membros de forma rápida.

De acordo com a BBC, citando informações do oficial norte-americano, os ataques aéreos da coligação liderada pelos EUA podem vir a intensificar os ataques em zonas como Mossul, onde as tropas iraquianas continuam no terreno a combater o grupo apoiadas pela campanha internacional, que está a começar a causar danos ao Daesh. "Não gosto de contagens mórbidas mas este tipo de volume tem importância, este tipo de impacto no inimigo", diz a fonte.

As autoridades dos EUA têm-se mostrado relutantes em avançar números de baixas entre o inimigo, embora em agosto o tenente-general Sean MacFarland tenha sido citado pela Associated Press a avançar um número próximo deste, de cerca de 45 mil combatentes extremistas caídos em combate.

Em fevereiro deste ano, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, avançou que o Daesh já só contava com cerca de 25 mil operativos no Iraque e na Síria, com base em estimativas das agências secretas norte-americanas. O grupo radical que anunciou a instalação de um califado na região em junho de 2014, precisamente a partir de Mossul, tem vindo a perder terreno desde essa altura de grande e rápida expansão e encontra-se agora na mira das forças sírias, russas, turcas, iraquianas, curdas, norte-americanas e britânicas.