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Justiça francesa condena ex-ministro a três anos de prisão por fraude fiscal

MARTIN BUREAU/GETTY IMAGES

Jérôme Cahuzac, que também foi condenado a cinco anos de inelegibilidade, era considerado um defensor da luta contra a evasão fiscal. Foi agora condenado por esconder dinheiro em contas ilegais. A sua ex-mulher também foi condenada a dois anos de prisão

A justiça francesa condenou esta quinta-feira um antigo ministro do Orçamento a três anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais e ainda a cinco anos de inelegibilidade, no âmbito de um escândalo ocorrido no Governo de François Hollande.

Jérôme Cahuzac, considerado um defensor da luta contra a evasão fiscal, foi obrigado a deixar o cargo de ministro em 2013 suspeitas de esconder a sua fortuna em paraísos fiscais em todo o mundo. O tribunal disse que o antigo ministro cometeu irregularidades “de extraordinária e rara gravidade”.

Juntamente com Cahuzac, foi também presa a sua ex-mulher, Patricia Menard, condenada a uma pena de prisão de dois anos, pela mesma acusão.

As duas penas surgem mesmo depois de Cahuzac e a sua ex-mulher terem reconhecido ter essas contas bancárias estrangeiras ilegais e terem pago, os dois, um total de 2,3 milhões de euros em impostos atrasados às autoridades francesas.