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Não há sobreviventes do avião que caiu no Paquistão

AAMIR QURESHI/GETTY

Confirmaram-se as piores expectativas. Aparelho despenhou-se numa zona montanhosa

Não há sobreviventes entre as 48 pessoas que se encontravam a bordo do avião que se despenhou esta quarta-feira no Paquistão, confirmou Muhammad Azam Saigol, diretor da Pakistan International Airlines.

Cerca de 500 militares, médicos e paramédicos participaram nas operações de resgate, mas já não havia praticamente nenhumas esperanças de encontrar sobreviventes do aparelho da Paquistan Airlines que caiu às 11h42 (16h42 hora local) numa zona montanhosa, quando efetuava a ligação entre Chitral - zona turística do norte do Paquistão, próxima da fronteira com o Afeganistão – e a capital Islamabad.

Os militares já haviam retirado 40 corpos. “Todos os corpos estão queimados e irreconhecíveis”, disse Taj Muhammad Khan à agência Reuters. Testemunhas indicaram que “o avião caiu numa zona montanhosa e antes de atingir o chão já estava em chamas”.

Entre as vítimas encontra-se Junaid Jamshed, antiga estrela pop do Paquistão que se converteu em clérigo muçulmano, e três estrangeiros - dois austríacos e um chinês, todos homens. A tripulação era composta por cinco elementos e encontrava-se ainda um engenheiro da companhia a bordo.

O comandante do ATR-42 reportou que um dos dois motores do aparelho estava a perder força, minutos antes de ter perdido o contacto com a torre de controle.

O diretor da Pakistan Airlines afirmou que o avião fora submetido às operações de manutenção regulares e que em outubro passara nos testes de certificação, efetuados após 500 horas de voo.

Os acidentes aéreos são relativamente frequentes no Paquistão. O último grande acidente aéreo aconteceu em 2015, quando um helicóptero militar caiu num vale isolado, matando oito pessoas. O pior deles ocorreu em 2010, quando, sob forte chuva, um Airbus 321 da empresa privada Airblue despenhou-se perto de Islamabad, tendo morrido as 152 pessoas que seguiam bordo.

Nos últimos anos há também vários casos de acidentes que foram evitados por pouco, com aviões a efetuarem aterragens em estradas e casos de motores que se incendiaram.