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Internacional

Detido na Bolívia diretor da companhia aérea que transportava a Chapecoense

RAUL ARBOLEDA/GETTY

Caso se confirme que os procedimentos de segurança foram negligenciados no caso do avião que caiu próximo de Medellín, matando 71 pessoas, o ex-militar da Força Aérea, Gustavo Vargas Gamboa arrisca pena de prisão

O diretor-geral da LaMia, companhia aérea do avião que caiu na Colômbia na semana passada, foi detido esta terça-feira na Bolívia, adianta a Reuters. O acidente causou a morte a 71 pessoas, a maior parte ligadas ao clube de futebol brasileiro Chapecoense.

De acordo com o jornal local “El Deber”, outros dois funcionários da empresa foram detidos também, tendo a Direção Geral da Aeronáutica Civil colombiana confiscado documentos e caixas da empresa, além de interditar os seus escritórios.

Depois de a hipótese principal para explicar a queda da aeronave ser a falta de combustivel, a LaMia ficou sob suspeita. Pela voz do ministro das Obras Públicas e Serviços, Milton Claros, o governo boliviano confirmou terem sido encontrados indícios de irregularidades no funcionamento e nas operações do avião em causa.

Esse foi o motivo para a suspensão da licença da companhia aérea e para a abertura de uma investigação quanto à procedência dos controladores de voo do país.

Caso se confirme que os procedimentos de segurança foram negligenciados, o diretor da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa – um ex-militar da Força Aérea da Bolívia que entre 2001 e 2007 foi piloto de vários Presidentes – arrisca uma pena de prisão.

De acordo com as últimas informações envolvendo o acidente, o piloto do avião, Miguel Quiroga, tinha um mandado de prisão por ter desertado da Força Aérea.

Também indiciada pelas autoridades da Bolívia para ser ouvida no âmbito da investigação, a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia que autorizou o plano de voo do BA-146 deixou o país e pediu refúgio no Mato Grosso do Sul, Brasil, dizendo estar a ser ameaçada.

Celia Monasterio garante ter alertado a LaMia de que o combustível do voo que transportava a equipa da Chapecoense era insuficiente, mas argumenta que não tinha autonomia para impedir que o voo se efetuasse.