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Batalha de Alepo. Observatório diz que regime já controla a cidade velha

ABDALRHMAN ISMAIL/REUTERS

Últimas áreas da cidadela antiga terão sido recapturadas pelas forças do regime durante a madrugada. Exército leal a Assad já controla mais de dois terços do leste da cidade, a parte que os rebeldes ocuparam há mais de quatro anos e onde dezenas de milhares de pessoas continuam encurraladas e sem acesso a comida, medicamentos nem cuidados médicos

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitoriza a guerra da Síria a partir de Londres, diz que as últimas áreas da histórica cidade velha de Alepo já foram recapturadas aos rebeldes pelas forças governamentais, depois de os últimos resistentes terem abandonado as suas posições durante a madrugada desta quarta-feira perante avanços das forças leais a Bashar al-Assad.

Segundo fontes no terreno, o Exército sírio, com o apoio aéreo da Rússia aliada de Assad, já controla dois terços do leste de Alepo, a parte da segunda maior cidade da Síria que os rebeldes capturaram há mais de quatro anos.

A retirada dos rebeldes da cidadela antiga acontece depois de uma semana de fogo cruzado de artilharia à medida que as forças do governo vão avançando para retomarem todo o enclave rebelde.

Dezenas de milhares de civis, cerca de 250 mil pessoas, continuam encurralados nos últimos distritos de Alepo oriental ainda sob controlo dos rebeldes, que estão sitiados pelas forças leais a Assad há quatro meses. Medicamentos e comida escasseiam e já não há qualquer hospital em funcionamento, após a aviação russa ter destruído os últimos centros médicos em bombardeamentos aéreos executados há mais de duas semanas.

De acordo com Lyse Doucet, correspondente da BBC em Alepo, as autoridades locais da cidade estão a preparar um novo êxodo, à medida que mais e mais famílias tentam escapar ao fogo cruzado num cenário de catástrofe humanitária iminente. No início da semana, a Rússia de Vladimir Putin, que apoia o regime de Bashar al-Assad, vetou uma resolução para implementar um cessar-fogo de uma semana em Alepo que permitisse a distribuição de ajuda humanitária urgente, a sexta resolução apresentada no Conselho de Segurança da ONU desde o início da guerra civil síria, em março de 2011.

Esta terça-feira, o Ministério da Defesa russo avançou que um conselheiro militar do país foi morto por fogo de artilharia rebelde. Em comunicado, a diplomacia russa avançou que o coronel Ruslan Galitsky sucumbiu aos ferimentos causados num ataque a um bairro residencial da zona ocidental de Alepo, sob controlo das forças do regime.