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Internacional

Funcionária que aprovou voo da Chapecoense pede refúgio no Brasil

RAUL ARBOLEDA/GETTY IMAGES

Celia Monasterio foi suspensa de funções por suspeitas de negligência

Controladora aérea boliviana que deu luz verde ao plano de voo do avião que caiu na Colômbia com 77 pessoas a bordo, incluindo quase toda a equipa da Chapecoense, pediu refúgio ao Brasil.

Celia Monasterio chegou ao país esta terça-feira na companhia do seu advogado, tendo entregue um pedido de refúgio às autoridades brasileiras. Logo após o acidente, a funcionária aeroportuária foi afastada das suas funções por acusações de negligência.

Segundo a imprensa boliviana, quando estava a ser preparado o plano do voo foi feito um alerta para o facto de a duração do voo corresponder exatamente à autonomia de combustível do aparelho. No entanto, um dos técnicos garantiu que a viagem seria feita em menos tempo e a funcionária aceitou a justificação, autorizando o voo.

O jornal colombiano “El Tiempo” diz, por seu turno, que Celia Monasterio chegou mesmo a alertar para o facto de o combustível poder não ser suficiente para o aparelho chegar a Medellín. O aviso foi feito duas horas antes do avião partir do aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

Com mais de 30 anos de experiência, Celia Monasterio era técnica coordenadora do aeroporto Viru Viru e tinha como tarefa analisar e aprovar os planos de voo. A funcionária licenciou-se em 1986 no Instituto da Aviação Civil da Bolívia, especializando-se mais tarde em gestão de aeroportos e serviços auxiliares de navegação aérea.

Nesta altura, a companhia aérea boliviana LaMia está impedida de voar por ordem da Direção-Geral da Aeronáutica Civil colombiana. Entretanto, foi aberto um inquérito para apurar as causas do acidente aéreo e as autorizações dadas à empresa. As autoridades da Colômbia, Bolívia e Brasil vão reunir-se esta quarta-feira em Santa Cruz de la Sierra para discutirem a investigação.