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Itália: Renzi adia demissão até aprovação do Orçamento de 2017

ALESSANDRO DI MEO/EPA

Depois da vitória do “não” no referendo italiano com quase 60% dos votos, Renzi anunciou a sua demissão. Esta segunda-feira, encontrou-se com o Presidente da República para apresentar formalmente a sua decisão. No entanto, Mattarella pediu que adiasse a demissão até o OE de 2017 estar aprovado

O Presidente da República italiano, Sergio Mattarella, pediu ao primeiro-ministro demissionário, Matteo Renzi, para adiar a sua resignação até o Orçamento do Estado para 2017 ser aprovado pelo Senado. Renzi encontrou-se esta segunda-feira com Mattarella no Palácio do Quirinal, residência oficial do Presidente, para lhe apresentar a sua demissão. A presidência explicou, em comunicado, que pediu este adiamento por alguns dias para evitar o risco de um Orçamento provisório.

Atendendo ao pedido do Presidente, Renzi “congelou” o seu pedido até quarta-feira, altura pela qual em que deve formalizar a intenção de se demitir, escreve o jornal italiano “La Repubblica”. “Estou a fazer isto pelo sentido de responsabilidade e para evitar que se recorra ao Orçamento provisório”, afirmou Renzi, citado pelo “La Repubblica”.

Matteo Renzi anunciou a sua demissão do cargo de primeiro-ministro depois da vitória do “não” no referendo, proposto por si, à reforma constitucional, no passado domingo. “Admito a responsabilidade total pela derrota”, declarou Renzi após a contagem dos votos, citado pelo “La Repubblica”.

Quando a demissão de Renzi se formalizar, o Presidente terá de decidir se vai escolher um novo primeiro-ministro ou convocar eleições antecipadas. Segundo a BBC, o ministro das Finanças, Pier Carlo Padoan, é o favorito para suceder a Renzi no cargo de chefe do executivo italiano.