Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

“Vamos escolher o 'cão louco' Mattis como nosso secretário de Defesa”

Drew Angerer

Nomeação do general James Mattis foi confirmada pelo Presidente eleito, Donald Trump, num comício no Ohio na quinta à noite, naquela que foi a primeira paragem da sua "USA Thank You Tour", para agradecer aos eleitores que contribuíram para a sua vitória nas presidenciais

Donald Trump confirmou na quinta-feira a nomeação do general James Mattis para secretário da Defesa dos EUA num comício no Ohio que serviu de tiro de partida à "USA Thank You Tour 2016", durante a qual o Presidente eleito vai viajar até vários estados norte-americanos para agradecer aos eleitores que contribuíram para a sua eleição.

Em Cincinnati, o Presidente eleito disse que o ex-general da Marinha, que desempenhou papéis importantes nas invasões do Iraque e do Afeganistão antes de se reformar em 2013, "é o nosso melhor". "Vamos escolher o 'cão louco' Mattis como nosso secretário de Defesa", declarou à multidão usando umas das alcunhas pelas quais Mattis é conhecido. "Dizem que ele é o mais próximo que temos do general George Patton [comandante da II Guerra Mundial]."

Há duas semanas, quando deu a entender que estava a ponderar escolher Mattis, 66 anos, para chefiar o Pentágono, Trump tinha descrito o ex-chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA como "o general dos generais". Crítico das estratégias de política externa da administração Obama, Mattis refere-se ao acordo alcançado com o Irão como "a mais duradoura ameaça à estabilidade e à paz no Médio Oriente".

A confirmação de que vai liderar o Departamento de Defesa surgiu no mesmo dia em que o Senado de maioria republicana aprovou com maioria absoluta uma resolução para prolongar um pacote de duras sanções económicas contra o país dos aiatolas durante a próxima década por causa do seu programa nuclear. A medida foi aprovada com 99 votos a favor e zero contra semanas depois de a Câmara dos Representantes ter dado luz verde à medida com 419 votos a favor e um contra. Seguirá agora para a mesa de Barack Obama, que ainda não confirmou se vai promulgar ou vetar a legislação.

Sob a lei norte-americana, um militar na reforma tem de estar há sete ou mais anos fora do ativo para poder servir como secretário da Defesa, pelo que a sua nomeação para o cargo vai obrigar o Congresso controlado pelo Partido Republicano a aprovar uma nova lei que contorne a legislação em vigor.