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Lagarde quer mais mulheres na economia e na gestão de empresas

GEORG HOCHMUTH/GETTY

A diretora-geral do FMI defendeu esta sexta-feira uma maior participação das mulheres na economia e na gestão das empresas, nomeadamente através da imposição de quotas. E falou sobre as presidenciais nos EUA

Christine Lagarde, diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), defende uma maior participação das mulheres na economia e na gestão das empresas, nomeadamente através da imposição de quotas do género.

Em entrevista, esta sexta-feira, à Bloomberg TV, Lagarde afirmou que as mulheres na economia reforçam o crescimento económico e a sua presença na gestão das empresas produz um aumento da rentabilidade para os acionistas.

Questionada sobre as presidenciais nos Estados Unidos, que ditaram a vitória de Donald Trump, um candidato que havia feito comentários depreciativos sobre as mulheres, Lagarde afirmou que cabe a todos assegurar que "o respeito e a dignididade" se sobrepõem à misoginia.

E falou sobre a sua própria experiência, enquanto mulher, no mundo do trabalho, e na sua primeira entrevista para um emprego: "Disseram-me para entrar na empresa mas para nunca esperar esperar a sócia". "Perguntei porquê e responderam: por ser mulher".

Lagarde considera que atualmente as quotas para mulheres na administração das empresas "são justificadas", "necessárias e úteis".