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Internacional

Erro judicial na China: tribunal iliba jovem executado há 21 anos

O caso tornou-se conhecido ao longo da última década como um dos mais flagrantes erros judiciais no país. Os pais Nie Shubin ouviram esta sexta-feira com grande emoção a decisão do tribunal que finalmente o ilibou dos crimes de violação e homicídio

Cerca de 21 anos depois da execução por pelotão de fuzilamento, um tribunal chinês ilibou finalmente Nie Shubin dos crimes de violação e assassínio, pelos quais fora condenado à pena capital.

“Eu quero dizer ao meu filho: tu és uma boa pessoas, tu és inocente”, declarou Zhang Huanzhi, citada pela CNN.

Os pais de Nie Shubin ouviram com grande emoção o anúncio da sentença, que finalmente inocentou o seu filho, num caso que ao longo da última década se tornou conhecido como um dos mais flagrantes erros judiciais no país.

Em 1994 o jovem tímido foi detido pela violação e homicídio de uma trabalhadora de uma fábrica próximo da cidade de Shijiazhuang, a 300 quilómetros de Pequim. Ao fim de alguns dias detido, acabou por confessar, vindo posteriormente a ser condenado.

Há onze anos, um outro homem declarou ser autor dos crimes, mas a sua confissão não foi aceite. Desde essa altura que os pais de Nie Shubin lutaram para que o caso voltasse a julgamento, mas essa decisão só acabou por ser tomada em 2014.

Grupos de defesa de direitos humanos referem que confissões usadas nos tribunais chineses são obtidas sob pressão ou através de tortura.

A taxa de condenações é superior a 99% e, apesar de não ser conhecido o número, calcula-se que ocorram milhares de execuções todos os anos.

O tribunal considerou que não houve “provas claras” de que o condenado tenha levado a cabo os crimes, indicando também haverem sérias dúvidas sobre a hora, a causa e arma usada no assassínio.