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Putin diz estar “preparado para cooperar” com a nova administração dos EUA

Adam Berry/Getty Images

O Presidente russo sublinhou a importância dos laços entre a Rússia e China e disse que Moscovo “não quer fazer inimigos, mas sim amigos”

Helena Bento

Jornalista

Vladimir Putin disse esta quinta-feira, no seu discurso anual perante o Parlamento, que a Rússia “está pronta para cooperar com a nova administração norte-americana”, assim que Donald Trump assuma funções em janeiro. O Presidente russo considera que é “importante normalizar e dar início ao desenvolvimento das relações bilaterais na base da igualdade e do benefício mútuo”.

Referindo-se de forma pouco subtil aos seus opositores no ocidente, Putin disse que, “ao contrário de alguns colegas estrangeiros, que veem em Moscovo um adversário, a Rússia não anda à procura de inimigos, mas sim de amigos”, mesmo que procure assegurar-se de que os seus interesses nacionais são respeitados. “Nós precisamos de amigos. Mas não admitimos que os nossos interesses sejam violados ou negligenciados. Queremos e vamos decidir o nosso destino por nós mesmos”.

O Presidente russo sublinhou ainda a importância dos laços entre a Rússia e China, “exemplo de uma ordem mundial construída com base na consideração harmoniosa do interesse de todos os estados e não na ideia de domínio de um país sobre o outro”. Putin disse ainda que os EUA e a Rússia “partilham responsabilidades” no que diz respeito à segurança internacional e estratégia de não-proliferação nuclear. Qualquer tentativa para quebrar isso é “extremamente perigosa”, sublinhou.

Dirigindo-se, em específico, à população russa, Vladimir Putin pediu para serem retiradas lições do seu “doloroso passado” - em relação, por exemplo, à Revolução Bolchevique de 1917, cujo centenário a Rússia assinala no próximo ano - assegurando “a unidade e a estabilidade do país”. "Para nos reconciliarmos e reforçar um acordo social e político dificilmente conseguido, precisamos de aprender as lições da História” afirmou perante deputados, senadores e membros do governo reunidos no Kremlin.