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Paz mais próxima na Colômbia. Senado apoia acordo com as FARC

LUIS ROBAYO/GETTY

Presidente colombiano considera que o novo acordo responde às exigências dos opositores ao anteriormente assinado e rejeitado em referendo

O novo acordo de paz assinado entre o Presidente Juan Manuel Santos e os guerrilheiros das FARC – que põe fim a mais de 50 anos de conflito – será sujeito esta quarta-feira à votação final no Senado da Colômbia.

O documento deverá ser aprovado esta manhã, depois de ter contado com 75 votos a favor na primeira votação que ocorreu na terça-feira. O Partido Centro Democrático (CD) foi o único que se absteve.

Na sessão de ontem – que durou mais de 13 horas e que teve direito a um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia em Medellin –, Juan Manuel Santos sublinhou que o novo acordo responde às exigências dos opositores ao anteriormente assinado, depois de o documento ter sido chumbado por mais de 50% dos eleitores no referendo em outubro.

O antigo Presidente colombiano Álvaro Uribe, líder do partido Centro Democrático e um dos principais criticos ao acordo, continua, por sua vez, a insistir que o documento assinado a 24 de novembro é demasiado brando e não antecipa sanções suficientes para os líderes da FARC acusados de crimes. Além disso, considera que o acordo devia ser alvo de nova consulta popular, correspondendo a um amplo consenso nacional.

“Está em causa a impunidade total. Este será um instrumento ilegítimo”, defendeu Álvaro Uribe.

Por seu turno, Sergio Jaramillo, do Alto Comissariado para a Paz, garantiu que o novo documento apresenta 50 alterações, que representam mais de 90% das propostas dos opositores ao outro acordo, refere o “El Mundo”.

O acordo de paz – que foi negociado durante quatro anos em Havana – põe fim a 52 anos de um conflito armado que causou mais de 260 mil mortos na Colômbia. O feito valeu ao Presidente Juan Manuel Santos a atribuição este ano do Prémio Nobel da Paz, que será entregue no próximo dia 10 de dezembro, numa cerimónia que decorrerá em Oslo.

O governante colombiano já anunciou que vai doar a totalidade do prémio – oito milhões de coroas suecas (cerca de 847 mil euros) – para as vítimas do conflito.