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Internacional

Presidente sul-coreana rejeita responder à justiça

O advogado da Presidente da Coreia do Sul diz que esta não pode ser interrogada até terça-feira, como solicitaram os procuradores. Depois de se ver envolvida num escândalo de alegado tráfico de influências, Park Geun-hye continua a resistir aos diversos pedidos de demissão

A Presidente da Coreia do Sul tem sido pressionada para abandonar o cargo devido a uma crise que envolve uma amiga íntima acusada de interferir em assuntos de Estado, e o principal partido da oposição, o Partido Democrático, tenciona avançar com uma moção parlamentar para acionar a destituição de Park Geun-hye até sexta-feira.

No sábado, entre 270 mil e 1,5 milhões de manifestantes reuniram-se nas ruas de Seul para pedir a demissão da chefe de Estado. O número de manifestantes foi estimado pela polícia e pelos organizadores, que contam os participantes de forma diferente. Este é já o quinto fim de semana consecutivo em que se realizaram manifestações na Coreia do Sul.

O advogado da Presidente, Yoo Yeong-ha, afirma que esta foi obrigada a lidar com a “situação num ritmo acelerado” e que isso não lhe deu o tempo devido para poder colaborar com os procuradores, que pediram para a interrogar até terça-feira. “É lamentável que a Presidente não possa cooperar com um interrogatório presencial”, disse Yoo num comunicado.

Como tinha dito anteriormente o advogado, em vez de aceitar ser interrogada até terça-feira, a Presidente sul coreana irá preparar-se para ser investigada por um procurador especial, uma investigação que deverá ter início em dezembro. A amiga de Park Geun-hye, Choi Soon-sil, e dois ex-assessores foram indiciados pela Procuradoria da Coreia do Sul, que considerou que a Presidente teve um papel “considerável” no escândalo, tendo colaborado com a amiga e com os outros dois antigos assessores.

O mandato de cinco anos da Presidente sul-coreana terminaria em fevereiro de 2018, mas o escândalo em que está envolvida pode levar à sua destituição ou demissão.