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Demissões na CGD. Bruxelas espera nova administração

JOHN THYS / AFP / Getty Images

A Comissão Europeia, que em agosto deu luz verde ao Governo para avançar com a recapitalização, diz que toma nota da demissão de Domingues e fica à espera que as autoridades portuguesas avancem com novos nomes para a CGD

Bruxelas é, para já, contida na reação. Questionada pelo Expresso, sobre a demissão de António Domingues do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, a Comissão Europeia diz que “toma nota do anúncio”.

“Esperamos que as autoridades portugueses apresentem uma nova equipa de administração”, acrescentou ainda um porta-voz do executivo comunitário.

Na semana passada, a Comissão confirmou que António Domingues esteve presente em reuniões com a Direção-Geral da Concorrência, sobre a recapitalização da Caixa, antes mesmo de tomar posse como Presidente do Conselho de Administração da CGD. O esclarecimento surgiu numa resposta ao eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes.

Domingues esteve nos encontros como convidado do Governo e do Secretário de Estado do Tesouro. Ricardo Mourinho Félix adiantou ao “Público” que a reunião aconteceu a 7 de abril, quando António Domingues era administrador do BPI.

Escusando-se a adiantar detalhes sobre os encontros, ou a comentar o papel de António Domingues, a Comissão Europeia sublinhou que os seus interlocutores são sempre os Estados-membros e que a responsabilidade pela presença de convidados nas reuniões é das autoridades nacionais.

No final de agosto, Bruxelas chegou a um acordo de princípio com as autoridades portuguesas sobre a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, permitindo que “seja feita em condições de mercado”.

A recapitalização que pode chegar aos 4,6 mil milhões de euros, passa pela injeção direta de 2,7 mil milhões de euros pelo Estado. O Governo já fez saber que a operação fica para o próximo ano. Na semana passada, em entrevista ao Expresso, o Vice-Presidente da Comissão Valdis Dombrovskis disse que o calendário da injeção de capital competia apenas ao Governo.