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Eu show Trump

Jabin Botsford/Getty Images

Ninguém o levava a sério, mas o excêntrico multimilionário é o 45º Presidente dos Estados Unidos da América

Timothy L. O’Brien lançou o primeiro alerta aos compatriotas há 11 anos. Quando a primeira edição do seu “Trump Nation” (um livro de não-ficção sobre os podres da indústria de apostas dos EUA) saiu em 2005, já era um reconhecido jornalista de finanças com carreira no “New York Times” e na Bloomberg. Nesse ano, O’Brien virou-se para o fenómeno Donald Trump, o “multimilionário mais popular da América”, e explorou “o bom, o mau e, acima de tudo, o ridículo” por trás da figura que, desde o ano anterior, entrava semanalmente nas casas americanas através do programa “The Apprentice”.

Não é que o agora Presidente fosse um desconhecido. Desde os anos 70 que estava a criar um império sob a chancela Trump e já todos os americanos sabiam quem ele era. Em 1971, o pai passou-lhe o negócio da família, depois de Fred Jr., o irmão mais velho, ter optado por uma carreira de piloto. Donald mudou o nome da empresa para Organização Trump. Poucos anos depois pediu um milhão de dólares ao pai para engrossar a carteira de projetos, abandonando o ramo da habitação em bairros de Nova Iorque, a grande aposta do pai, para se virar para a hotelaria. Diz que foi a partir desse “pequeno” empréstimo que construiu um “império de dez mil milhões de dólares”, mas provas desenterradas durante a campanha mostram que em meados dessa década já devia ao progenitor mais de 14 milhões de dólares.

O’Brien falava disso no seu livro, analisando como é que o magnata, à data já com uma extensa rede de hotéis e casinos, lucrativos negócios de entretenimento e concursos de beleza como o Miss USA, uma linha de roupa e até água engarrafada com o seu nome no rótulo, continuava a pedir dinheiro emprestado aos irmãos para manter o império à tona, acumulando uma dívida de 1800 milhões de dólares. Trump não gostou que o jornalista questionasse a sua gestão nem que sugerisse que o dinheiro que juntou está muito abaixo do que ele se gaba de ter (a “Forbes” aponta-lhe uma fortuna acumulada de 3,7 mil milhões de dólares), acabou a fazer publicidade ao biógrafo não-oficial e abriu um processo contra o autor, exigindo-lhe uma indemnização de 5 mil milhões de dólares. Perdeu. O mediático caso ganhou destaque na contracapa da reedição de “Trump Nation” que O’Brien relançou em junho.

“Ele é essencialmente um miúdo de sete anos em formato adulto”, acusou o jornalista quando Trump derrotou Hillary Clinton nas urnas a 8 de novembro. “Pode ser cativante quando a sós com alguém, mas é uma pessoa muito indisciplinada, a nível intelectual, emocional, financeiro e público. É um narcisista profundo. A pessoa em quem está mais interessado em todos os momentos da sua vida é com ele próprio.”

A imagem de Trump pela lente de O’Brien coincide com a de outros biógrafos da família Trump, como Gwenda Blair, autora de dois livros sobre o novo clã da política americana, que fala num “vendedor nato” que quando é criticado “reage como se tivesse sido picado” e que tenta sarar as “feridas narcisistas” com processos ou ameaças.

Assim foi novamente em julho com Tony Schwartz, ghostwriter do seu livro de memórias, “The Art of the Deal”, cuja primeira edição vendeu mais de um milhão de cópias no ano do lançamento, em 1987. Quando Trump anunciou a candidatura à Presidência, em junho de 2015, declarou que os EUA precisavam de “um líder como aquele que escreveu ‘The Art of the Deal’”. Schwartz recorreu ao Twitter, a rede social onde Trump conta já com 15 milhões de seguidores e escreveu: “Muito obrigado a Donald Trump por sugerir que eu me candidate à presidência, já que fui eu o autor do ‘The Art of the Deal’.”

Não foi esse tweet a picada no narcisismo de Trump, mas sim o longo ato de contrição que Schwartz fez à “New Yorker”. Na entrevista explicou como passou 18 meses com o empresário no seu escritório, no seu helicóptero privado, em reuniões de negócios e fins de semana na casa de férias da família na Florida, para conhecer a fundo o homem sobre quem ia escrever na primeira pessoa. A cinco meses das eleições, disse, já não aguentava ficar calado. Assustava-o a possibilidade de um Trump Presidente, não tanto por causa da sua ideologia (diz duvidar que o novo líder americano tenha alguma) mas devido à sua personalidade “patologicamente impulsiva e egocêntrica”.

“Pus bâton num porco”, assumiu depois de Trump ter derrotado os rivais republicanos nas primárias do partido. “Sinto um profundo remorso por ter contribuído para o apresentar de uma forma que lhe trouxe atenção e que o tornou mais apelativo do que é. Acredito que se ele ganhar e tiver os códigos das bombas nucleares existe uma excelente possibilidade de isso nos conduzir ao fim da civilização.” Se escrevesse “The Art of the Deal” hoje, disse Schwartz, o título seria outro — “O Sociopata”. Sem surpresas, assim que a entrevista foi publicada, os advogados de Trump intimaram-no a pagar 500 mil dólares de indemnização pelas “acusações infundadas”. O caso está de molho desde então.

Donald J. Trump cita duas grandes influências na sua vida. A primeira é o pai, a sua “grande inspiração”. Filho de imigrantes alemães, morreu em 1999, aos 93 anos, e, em vida, foi tão popular pelo sucesso no ramo da construção e do imobiliário quanto criticado pela discriminação racial de potenciais inquilinos. Entre eles está a lenda da folk, Woody Guthrie, que escreveu canções dedicadas ao senhorio onde lhe chamava “old man Trump” e o acusava de “desenhar uma linha de cor” ao segregar as minorias nos bairros em que investiu, como Queens e Brooklyn. Em 1927, aos 22 anos, Fred foi preso durante um motim do Ku Klux Klan (KKK), o grupo de brancos supremacistas que apoiou Donald Trump e que há alguns dias aplaudiu a nomeação de Steven Bannon, um antissemita, racista e misógino, voz da dita “direita alternativa”, para estratego da futura Administração Trump. O antigo líder do KKK, David Duke, diz ter a certeza de que sem o grupo o candidato republicano nunca teria vencido.

Fred Trump casou com uma imigrante escocesa, Mary Anne MacLeod, em 1936, e tiveram cinco filhos. Donald foi o quarto, nascido em 1946, quatro anos depois de a mãe obter nacionalidade americana. Fred Jr., como o pai, foi o primeiro e é ele que o Presidente eleito cita como segunda grande influência. Diz que por ter visto o irmão morrer prematuramente, aos 43 anos, por problemas com o álcool, sempre se afastou da bebida e dos cigarros. Os seus problemas foram outros, ainda jovem foi denunciado por mau comportamento na escola. Os pais mandaram-no para uma academia militar aos 13 anos. Quando saiu, vinha motivado e com vontade de dar continuidade ao negócio da família. Estudou na Escola Wharton de Gestão da Universidade da Pensilvânia e tornou-se o favorito à sucessão na Elizabeth Trump & Son Co., que Donald viria a rebatizar mais tarde.

Da mesma forma sempre se empenhou em ajudar os filhos a singrar. Ivanka, Eric e Donald Trump Jr., do primeiro casamento com Ivana, estão na sua equipa de transição e vão ficar a gerir os negócios da família através de fundos em depósito (as acusações de conflito de interesses têm chovido). A própria Ivana, americana nascida na Checoslováquia com quem esteve casado entre 1977 e 1992, já terá pedido ao ex-marido que lhe dê o cargo de embaixadora dos EUA em Praga. Da lista de membros da equipa não consta Tiffany, agora com 23 anos, filha do casamento com Marla Maples, nem Barron, de 10 anos, filho do atual casamento com Melania Trump. Constam, em vez disso, cinco milionários do sistema que prometeu destruir caso fosse eleito, tão confortáveis na elite que queria “drenar de Washington”.

O facto de ser casado com uma imigrante, de ter sido casado com outra e de a mãe e os avós terem nascido noutros países e imigrado para os EUA foi uma das armas de arremesso usadas contra ele durante a corrida, mas nem essa incongruência lhe roubou popularidade. Sobre Melania Knauss, chegou a dizer que, ao contrário dos clandestinos que quer deportar, ela nunca esteve ilegal, até se descobrirem documentos que comprovam que a futura primeira-dama, modelo de profissão, trabalhou ilegalmente no país até se naturalizar.
Apesar de ter sido uma estrela da TV, Trump não deixa de ser o homem mais desconhecido de sempre a chegar à Casa Branca ou, no mínimo, o candidato com menos experiência política a vencer as eleições. Vai mudar-se para a Pennsylvania Avenue a 20 de janeiro porque 43% dos americanos não foram votar e porque venceu em estados da cintura industrial americana com elevado peso no Colégio Eleitoral, o mesmo que ele disse ser “um desastre para a democracia” quando o jogo das probabilidades lhe era desfavorável.

Bernie Sanders, afastado da corrida democrata por Hillary Clinton e que, apontam novas sondagens, teria destronado Trump nas urnas, fez uma das melhores análises ao eleitorado que deu a vitória ao republicano. “Donald Trump respondeu à raiva de uma classe média em decadência que está cansada da economia e da política instituída e dos media. As pessoas estão fartas de trabalhar mais horas por salários mais baixos, de verem os empregos decentes serem exportados para a China e outros países de baixos rendimentos, de verem os multimilionários a não pagarem impostos federais e de não poderem pagar os estudos universitários dos filhos, enquanto os muito ricos continuam a enriquecer”, disse o senador do outro lado da barricada antissistema. “Enquanto Trump falar a sério sobre políticas que melhorem a vida das famílias trabalhadoras deste país, eu e outros progressistas estaremos preparados para trabalhar com ele. Se apostar em políticas racistas, sexistas, xenófobas e antiambientalistas, iremos opor-nos vigorosamente a ele.”

As últimas políticas citadas por Sanders foram o motor da campanha de Trump, que o sistema ditou que fosse eleito, apesar de Clinton ter tido mais votos populares (até mais do que Kennedy). O descontentamento da classe média em decadência cegou os que não aprovam a xenofobia populista em que Trump apostou — “É a economia, estúpido”, e a cartada resultou. Resultou também em mais de 200 denúncias de violência e assédio de membros de minorias por nacionalistas por ele inspirados na semana e meia desde que venceu as eleições. No campus da UPenn, onde Trump e os filhos estudaram, há listas de “linchamento diário” a circular com os nomes de alunos negros. O caso já está sob investigação e sobre isto Trump ainda não se manifestou.

Aos 70 anos, Donald Trump é o mais velho Presidente dos EUA em primeiro mandato e só por isso já entrou para a História. Por isso e pela quantidade de críticas e denúncias que angariou numa corrida eleitoral sem igual, desde as falências de sucursais da sua empresa (pelo menos quatro estão documentadas, ele desmente-as todas), à gravação de 2005 em que é ouvido a gabar-se de agarrar os genitais das mulheres porque “pode” (mais de dez mulheres já o acusaram publicamente de assédio), passando pelo comício em que gozou com um jornalista portador de deficiência ou pela classificação dos muçulmanos como “terroristas” e dos mexicanos como “violadores e traficantes”.

É o homem que fez uma campanha xenófoba e misógina para ajudar os desiludidos a canalizar o seu descontentamento, prometendo “drenar o pântano” de Washington, trazer a indústria de volta à América e limpar o Governo de lobistas e da elite financeira a que ele próprio pertence. Segundo fontes próximas, entre as primeiras medidas que está a planear, conta-se a abolição da Lei de Dodd Frank, a melhor legislação que os EUA já tiveram para combater a evasão fiscal e outros crimes económicos. Não será de estranhar, considerando que foi o primeiro candidato à presidência, desde 1976, a recusar-se a divulgar as suas declarações de impostos. O que esconde ainda ninguém sabe bem, mas quem o apoia não se deixa demover.

Se Hunter S. Thompson ainda estivesse entre nós, Trump tê-lo-ia inspirado tanto quanto Richard Nixon, protagonista das suas melhores peças jornalísticas e da campanha de 1972 contra o democrata George McGovern, que o pai do jornalismo gonzo cobriu. Os EUA, escreveu nesse ano, são “uma nação de milhões de vendedores de carros usados com todo o dinheiro que precisam para comprar armas e zero escrúpulos quanto a matar quem quer que seja no mundo que tente pôr-nos desconfortáveis”. Trump é um vendedor por excelência que, apesar de toda a retórica xenófoba, foi capaz de convencer milhões que as promessas de baixar impostos e de trazer a indústria de volta aos EUA podem ser cumpridas. A maioria dos economistas diz que não.

Há quem o compare a Richard Nixon, o republicano que se aproveitou da ansiedade e da agitação social do Maio de 68 para proveito próprio e que só não concluiu o segundo mandato porque se descobriu que tinha instalado escutas na sede do Partido Democrata, no famoso caso “Watergate”. Há alguns dias, outro biógrafo não-oficial de Trump referia que “por mais parecidos que possam ser, há dois fatores-chave a separá-los”. Primeiro, disse Michael D’Antonio, na CNN, “Trump é um homem com muito menos foco e mais influenciável”. E a par disso, “mais ansioso por ser amado, o que o torna mais ansioso por ser adorado”, explicou o autor de “A Verdade sobre Donald Trump”.

Não deixa de ser irónico que o próprio Nixon tenha previsto a vitória do magnata, ou melhor, Pat Nixon. Numa carta que enviou a Trump, em 1987, o antigo Presidente explicava que a sua mulher tinha visto a entrevista com Phil Donahue e que ficara tão impressionada com a prestação do empresário que ele, Nixon, decidira escrever-lhe. “Não vi o programa mas a sra. Nixon viu e diz que você foi incrível. Como deve imaginar, ela é uma especialista em política e prevê que no dia em que você decidir candidatar-se à presidência vai sair vitorioso!” Só nas bolhas criadas pelos gigantes da internet, nos centros urbanos da maioria dos estados americanos e nos modelos de sondagens obsoletos é que as dúvidas sobre essa potencial vitória persistiram até ao fim.

Quando se encontrou com Barack Obama na Casa Branca, o ar visivelmente constrangido levou a especulações sobre o desconforto de ter de enfrentar o Presidente que, nos primeiros anos de mandato, teve de responder à teoria da conspiração sobre ter nascido no Quénia e não na América. Não foi Trump quem lançou o movimento, mas foi ele que o alimentou desde 2008 até este verão. Mas, afinal, o constrangimento tinha, segundo os que lhe são mais próximos e a equipa do próprio Obama, mais que ver com o quão pouco sabe sobre o que implica ser Presidente dos EUA. No rescaldo desse encontro, o “New York Times” citou conselheiros de Trump sobre como está a preparar-se para enfrentar o que não conhece, e a necessidade de adoração que D’Antonio e outros citam como motor do Presidente eleito voltou à baila. “Dizem que ele tem expressado interesse em continuar a realizar os enormes comícios que foram imagem de marca da sua candidatura. Ele gosta da gratificação e adoração imediatas que as multidões lhe dão e os assessores estão a discutir de que forma vão conseguir acomodar essa exigência.”

Na demanda incessante pela fama e pelo dinheiro, Trump acabou no topo. Mas os que o conhecem bem questionam se ele queria mesmo lá chegar. “É como diz Robert Redford no final de ‘O Candidato’, ‘Agora o que fazemos?’” Ao jornal online “Politico”, O´Brien refere: “Trump ficou tão surpreendido como as outras pessoas quando conseguiu atrair tantos eleitores. Até a julgar pelas fotos dele à medida que os votos eram contabilizados, parece surpreendido e atordoado com a situação.” É como se “The Apprentice” tivesse uma nova temporada, só que desta vez Trump é o patrão e o aprendiz e os espectadores somos todos, milhares de milhões de pessoas no mundo inteiro com lugar na primeira fila para assistir aos próximos quatro anos do mais verídico dos reality shows.

Há um certo humor negro no facto de Trump ter vencido sem o desejar — embora a candidatura pelo Partido Reformista em 2000 seja prova em contrário, o mesmo partido que teve o neonazi David Duke como membro. O humor negro é ainda mais refinado quando, contas feitas, se percebe que Trump ganhou recorrendo a metade do dinheiro que Clinton investiu na campanha dela. Para isso contou com o apoio dos media, que durante vários meses lhe deram publicidade gratuita, na certeza de que a candidatura era, em si própria, uma piada. Para angariar fundos, chegou a vender cópias autografadas do “The Art of the Deal” a 200 dólares, o livro que, diz sem pingo de humildade, só não é o melhor de sempre porque “nem esse supera a Bíblia”.

Talvez seja o livro sagrado dos cristãos que esconde uma resposta certeira à grande incógnita que é Trump, o Presidente. No capítulo 13 dos Provérbios, lê-se que “quem anda com os sábios, sábio será, mas o companheiro dos tolos sofre aflição”. É a versão bíblica do “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”, que tem estado a ganhar destaque à medida que Trump anuncia as suas escolhas de gabinete, a começar pela surpresa menor, o homem que escolheu para a vice-presidência, equiparado a Dick Cheney de George W. Bush e que, enquanto governador do Indiana, aprovou leis para garantir a “liberdade religiosa” dos que são contra o casamento gay e para impedir a interrupção voluntária de gravidez até nos casos em que o feto tenha deficiências. Há até quem diga que será Mike Pence a governar e Trump o seu testa de ferro, com base numa sugestão feita pelo próprio durante a campanha, a de alterar a legislação em vigor para dar ao braço-direito os poderes executivos até agora exclusivos de um Presidente.

Os direitos das mulheres são outro exemplo das contradições. Nos anos em que esteve filiado ao Partido Democrata, defendia o direito ao aborto. Já na campanha deu meia volta, chegando a declarar que as mulheres que interrompem a gravidez devem ser presas. Na primeira entrevista desde a sua vitória, ao programa “60 Minutes”, disse apenas que se o caso Roe vs. Wade for revertido por um Supremo Tribunal de maioria conservadora, as americanas vão ter de procurar soluções noutros estados. A América de Trump está numa encruzilhada, dividida entre os que o apoiam, os que querem dar-lhe um voto de confiança, apesar da demagogia e populismo a que recorreu para vencer, e os que não o aceitam. Os seus advogados já pediram que um dos casos judiciais em que é réu seja adiado para depois da tomada de posse. É acusado de fraude na Universidade Trump, em alegados crimes que chegaram a ser investigados pela procuradora-geral da Florida, Pam Bondi (a republicana que Trump recompensou com um cargo na sua equipa de transição, depois de lhe ter dado 25 mil dólares para abandonar o caso). Para Christopher Peterson, advogado e professor de Direito na Universidade do Utah, há provas suficientes para o indiciar. Essa é a derradeira esperança dos que o querem ver longe da Casa Branca.

Artigo publicado na edição do EXPRESSO de 19 de novembro de 2016