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Marcelo: Fidel foi “um protagonista controverso, mas marcante”

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos últimos Chefes de Estado que Fidel de Castro recebeu na sua residência

Granma

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, relembra a “vivacidade indiscutível” de Fidel Castro, que se tornou “mítico” no imaginário daqueles que o apoiavam

O Presidente da República lembrou Fidel Castro como um “protagonista controverso mas marcante”, que teve “um peso” na América Latina e “até no mundo”, tornando-se “mítico” no imaginário daqueles que o apoiavam.

Marcelo Rebelo de Sousa, em Guimarães para assinalar os 25 anos do Hospital de Nossa Senhora de Oliveira, lembrou o encontro que teve com o líder histórico de Cuba, há cerca de um mês, apontando a “debilidade física” de Fidel Castro e salientando que, ainda assim, “do ponto de vista intelectual” Castro estava “muito atento”.

“Foi um protagonista controverso, mas marcante, quer em Cuba, quer na América Latina, quer no que então se chamava 3.º mundo, ou não alinhados, sobretudo entre os anos 60 e os anos 90 do século passado, e que chegou a ser uma personalidade mítica para os seus apoiantes”, afirmou o chefe de Estado Português.

Apesar de Fidel Castro não se situar na mesma “área ideológica” que ele, o Presidente reconheceu o papel do líder cubano na História: “Não se pode negar que ele teve um peso na América Latina, no chamado terceiro mundo, até no mundo em geral, pensemos na crise dos mísseis que fez suspender por um instante o mundo no início dos anos 60”, salientou.

Do encontro com Fidel quando visitou Cuba, Marcelo Rebelo de Sousa partilhou que o líder cubano estava “fragilizado do pronto de vista físico, mas intelectualmente muito atento, atento ao que se passava hoje, acompanhava a par e passo as notícias do dia e comentando o mundo tal como ele se encontrava, além de recordar o passado com uma vivacidade indiscutível”.

Mesmo reconhecendo a debilidade física de Fidel Castro, o Presidente da República confessou estar algo surpreendido com a morte do ex-chefe de Estado cubano. “Eu não diria, apesar da fragilidade física, que um mês depois já não pertencesse ao mundo dos vivos”, referiu.

O antigo presidente de Cuba morreu na noite de sexta-feira, aos 90 anos, às 22h29 (03h29 de sábado em Lisboa). Através de um breve comunicado, o Conselho de Estado cubano decretou “nove dias de luto nacional”, desde hoje até ao dia 4 de dezembro, domingo, e acrescentou que “todas as atividades e espetáculos públicos” serão interrompidos. As cerimónias fúnebres vão realizar-se a 4 de dezembro, em Santiago de Cuba, no sul do país.

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