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Internacional

Formalizado pedido de nova contagem de votos no estado do Wisconsin

Justin Sullivan/Getty Images

Há duas semanas, a contagem dos votos nos estados do Wisconsin, Michigan e Pensilvânia deram a vitória a Donald Trump. Sem prova de que tenha havido fraude, Jill Stein, depois de recolher aproximadamente cinco milhões de euros, fez o pedido formal para que os votos sejam recontados

A antiga candidata à presidência norte-americana pelo Partido Verde, Jill Stein, formalizou esta sexta-feira um pedido para recontagem dos votos no estado do Wisconsin junto da Comissão Eleitoral. Segundo Stein, foi registada alguma discrepância nos votos, o que justifica que se proceda a uma investigação nos resultados da eleição neste estado, escreve a CNN.

Esta sexta, Jill Stein já tinha recolhido mais de cinco milhões de dólares (cerca de 4,7 milhões de euros) para subsidiar a recontagem dos votos em três estados norte-americanos: Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, nos quais Donald Trump derrotou Hillary Clinton por uma estreita margem. Stein não admite ter provas da alegada fraude, mas assegurou que os sistemas eram vulneráveis.

Fontes da equipa da candidata disseram que o prazo para entregar o pedido no Wisconsin terminava esta sexta, mas que nos outros dois estados só termina para a semana. Stein tem, por isso, intenção de também entregar um pedido formal no Michigan e na Pensilvânia.

George Martin, co-chairman do Partido Verde no Wisconsin, explicou que se trata de “um primeiro passo para examinar se o sistema eleitoral americano está a funcionar”. Em declarações à CNN na passada quinta-feira, Stein referiu que “considera que os peritos informáticos levantaram questões sérias”.

“O que sabemos é que esta foi uma eleição marcada por ataques informáticos, nós vimos ciberataques em bases de dados do eleitor, em bases de dados do partido, em contas individuais de email. Sabemos que houve tentativas feitas em bases de dados estatais de eleitores e sabemos que temos um sistema eleitoral que confia num sistema informático permeável a hackers”, foram as queixas de Stein, apelidando de “vulnerável” o sistema americano e afirmando que, no seu entender, os americanos têm de poder confiar no voto.

Esta atuação de Stein tem motivado uma divisão nas opiniões, escreve o jornal britânico “The Guardian”. De um lado, apoiantes democráticos acreditam que a recontagem mostrará que Clinton é afinal vencedora nestes estados e, do outro, críticos de Stein que afirmam que é apenas uma jogada “cara” para promover o Partido Verde.

A Comissão Eleitoral do Wisconsin já confirmou que recebeu o pedido e que se “está a preparar para dar seguimento à recontagem dos votos”, cita a CNN. Todavia, a verificar-se nova contagem dos votos nestes três estados, não é claro se será o suficiente para eventualmente Clinton chegar à presidência dos Estados Unidos.

Segundo a agência Lusa, as leis do Wisconsin determinam que o estado faça a recontagem a pedido de um candidato, se este ou esta a puder pagar.

A campanha de Hillary Clinton, até agora, ainda não se pronunciou sobre este assunto.