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Internacional

Austrália reitera compromisso com o acordo transpacífico

Stefan Postles/GETTY

Chefe da diplomacia australiana diz que o Acordo de Associação Transpacífico deverá ser ratificado pelo Parlamento, apesar de Donald Trump ter anunciado que irá retirar o país do acordo

A Austrália e o México mantêm-se na expectativa sobre o Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) devido ao anúncio da retirada dos Estados Unidos, disse esta sexta-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana à agência Efe.

Julie Bishop e o subsecretário dos Negócios Estrangeiros do México, Carlos de Icaza, abordaram a situação do tratado durante a reunião do grupo informal MIKTA (México, Indonésia, Coreia do Sul, Turquia e Austrália) que terminou hoje na cidade de Sydney.

"A Austrália mantém o seu compromisso com o TPP", realçou a chefe da diplomacia australiana sobre o acordo que deverá ser ratificado pelo Parlamento, isto apesar de o futuro Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que irá retirar o país do acordo depois de tomar posse, no próximo dia 20 de janeiro, por considerar que é um "potencial desastre" para os Estados Unidos.

"Vamos esperar até que a administração [de Trump] esteja no seu lugar, pelo período após a tomada de posse para fazer mais comentários a respeito", acrescentou Julie Bishop.

No início desta semana, o governo mexicano defendeu um instrumento de integração com a Ásia/Pacífico que pode ser o Acordo de Associação Transpacífico, mesmo sem os Estados Unidos, ou a negociação de acordos bilaterais ou de nova plataforma.

Questionado sobre o anúncio do Presidente eleito dos Estados Unidos de que o país se vai retirar do TPP, o secretário de Estado da Economia do México, Ildefonso Guajardo, apontou que o futuro do acordo depende da decisão soberana que vier a ser tomada pelos restantes signatários.

Já o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o TPP não tem sentido sem a participação dos Estados Unidos, defendendo que o pacto não pode ser renegociado, porque tal iria "perturbar o fundamental equilíbrio dos benefícios".

O acordo, assinado a 4 de fevereiro, depois de cinco anos de negociações, inclui os Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname e abrange 40% da economia mundial.