Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Prisão perpétua para neonazi que matou deputada anti-Brexit

Dan Kitwood/GETTY

Thomas Mair foi declarado esta manhã culpado pela morte da deputada trabalhista Jo Cox, que foi esfaqueada e baleada quando saía da biblioteca de Birstall, uma semana antes do referendo sobre o Brexit. Juiz disse que o jardineiro é obcecado por ideais neonazis

Um britânico neonazi foi condenado esta quarta-feira à prisão perpétua pela morte da deputada trabalhista Jo Cox, assassinada a 16 de junho desde ano em Birstall, norte de Inglaterra.

Durante 90 minutos, o juiz leu os termos da sentença, referindo que a condenação justifica-se pela “seriedade excecional” do crime e que Thomas Mair é obcecado por ideais neonazis e supremacistas brancos.

“É evidente, através das pesquisas feitas na internet,que a sua inspiração não teve em conta o amor que sente pelo país, mas a admiração pelos ideais nazis e supremacistas brancos” , declarou o juiz citado pelo “The Guardian”.

“O crime foi claramente inspirado em ideais supremacistas brancos e de nacionalismo, que é associado ao nazismo nas suas formas modernas”, acrescentou.

Jo Cox era uma deputada trabalhista, favorável à integração de refugiados e à permanência do Reino Unido na União Europeia, e foi esfaqueada e baleada quando saía da biblioteca de Birstall, uma semana antes do referendo que deu vitória ao Brexit. O atacante gritou na altura “Grã-Bretanha primeiro, Grã-Bretanha primeiro”.

O arguido nunca admitiu, nem negou a autoria do crime, não mostrando qualquer sinal de arrependimento. Thomas Mair, de 53 anos, jardineiro e também trabalhador voluntário, foi descrito pelos vizinhos como um homem reservado e educado. Segundo a Southern Poverty Law Centre, o britânico adquiriu muitas publicações da Aliança Nacional, uma organização supremacista branca dos EUA, tendo ainda subscrito a assinatura de uma revista pró-apartheid na década de 80.