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Internacional

Trump anuncia primeiras medidas: EUA fora do acordo transpacífico

Num curto vídeo, o Presidente eleito enumerou uma série de ações a realizar no primeiro dia na Casa Branca para “restaurar as leis e recuperar os postos de trabalho”

Donald Trump vai retirar os Estados Unidos da América do acordo transpacífico. Esta será uma das ações a ser tomada pelo recém-eleito Presidente logo “no primeiro dia” no cargo. A informação foi esta segunda-feira confirmada pelo próprio, através de um vídeo com pouco mais de dois minutos.

“Pedia à minha equipa para elaborar uma lista de ações a tomar no primeiro dia de forma a restaurar as nossas leis e recuperar os nosso postos de trabalho”, começou Trump. “[Vamos] Emitir uma notificação formal da nossa intenção de nos retirarmos do TTP (Trans-Pacific Partnership), um acordo que o Presidente Obama esperava que fizesse parte do seu legado comercial. Em vez disso vamos fazer acordos bilaterais justos”, anunciou.

O TPP é um acordo nas áreas do comércio e do investimento que cobre 40% do comércio global, apresentado como um entendimento que vai reduzir taxas, regulamentar o comércio, prevenir tráfico e defender o ambiente, podendo assim ser responsável por grandes mudanças a nível geopolítico. Foi assinado a 3 de outubro deste ano pelos seus 12 países membros (Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Peru, Chile, Japão, Vietname, Malásia, Singapura e Brunei), mas falta ser ratificado pelos respetivos parlamentos para poder entrar em vigor.

O Acordo de Associação Transpacífico tem sido criticado pelo secretismo que o rodeou, já que o texto só foi divulgado quando se completaram as negociações e sem ser possível fazer alterações.

Além da questão comercial, Donald Trump divulgou ainda outras novidades em diversas áreas para o começo do mandato. No caso da imigração, uma das questões mais polémicas ao longo da campanha do candidato republicano, vão ser investigados “todos os abusos nos programas de atribuição de vistos”. Sobre o muro entre os Estados Unidos e o México nem uma palavra.

Trump referiu também o fim das restrições à produção de energia e criação de plano de segurança para as infraestruturas públicas “vitais”, para evitar “ataques cibernautas ou qualquer outro tipo de ataque”.

Segundo escreve a CNN, o Presidente eleito optou por se focar em promessas que consegue cumprir sem necessitar do aval do Congresso.