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EUA: breve história de um infanticídio que nunca será julgado

O norte-americano Danny Heinrich, de 53 anos, foi apanhado pela polícia com pornografia infantil e aproveitou para confessar um infanticídio em troca de um acordo com o procurador, que impede a justiça de condená-lo pela morte de um rapaz com 11 anos

Quase 27 anos depois de ter raptado e assassinado um rapaz com 11 anos, um tribunal norte-americano condenou o autor confesso do crime por pornografia infantil a 20 de prisão. Danny Heinrich, de 53 anos, jamais será julgado e condenado pelo infanticídio.

É a justiça à moda da América onde um raptor e homicida, mesmo depois de ter confessado o crime e revelado à polícia onde tinha enterrado o corpo de Jacob Wetterling consegue um acordo judicial que impede as autoridades de o condenarem pela morte da criança.

Esta segunda-feira, numa sessão de julgamento no Tribunal Federal de Minneapolis, Heinrich pediu desculpa à família de Wetterling e declarou-se “profundamente arrependido pelos seus atos demoníacos”, reconhecendo que tinha feito algo “imperdoável”.

Jacob Wetterling foi raptado por um homem mascarado e armado em 1989 quando regressava a casa de bicicleta, na companhia do seu irmão e de um amigo, depois de ter ido a um videoclube na cidade de St Joseph.

Interrogado em tempos pela polícia, Danny Heinrich declarou-se inocente. Quando passaram 25 anos sobre o trágico dia, as autoridades reanalisaram o caso e o seu nome voltou a figurar entre os principais suspeitos.

Ainda em 2015, durante uma busca a sua casa em Annandale, a polícia descobriu pornografia infantil. Para não apanhar mais de 20 anos pela posse deste tipo de materiais, Heinrich aceitou confessar o infanticídio Jacob Wetterling e revelar onde tinha enterrado a criança depois de baleá-la na cabeça.