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Internacional

Boko Haram volta a destruir aldeias na zona onde raptou meninas estudantes

Contrariando o anúncio de que o grupo terrorista teria sido derrotado, surgem informações de que o Boko Haram está a atacar a mesma zona do nordeste da Nigéria onde raptou perto de 300 raparigas de uma escola secundária em 2014

O Boko Haram está a atacar aldeias e a recorrer à estratégia de “terra queimada”, obrigando centenas de pessoas a fugiram no nordeste da Nigéria, próximo da cidade de Chibok, segundo anunciaram esta terça-feira líderes locais.

“Chibok está agora sob ataque do Boko Haram”, afirmou o responsável do Governo local, Yaga Yarkawa, falando aos jornalistas esta terça-feira em Maiduguri, a cerca de 130 quilómetros de distância do local onde nasceu o grupo de terrorismo islâmico.

Nove aldeias situadas numa área de 25 quilómetros em redor de Chibok foram dizimadas nas últimas duas semanas, tendo último ataque, contra a aldeia Thlaimaklama, ocorrido no passado fim de semana.

Diversos ataques suicidas têm também ocorrido na cidade Maiduguri, assim como ataques contra instalações militares na região.

Informações que contradizem as declarações do general nigeriano Tukur Buratai que na semana passada declarou que “os terroristas foram derrotados” e que o exército está a levar a cabo “operações de limpeza para assegurar que eliminamos os últimos”.

Afinal, terroristas ainda mexem

Este versão já fora contestada no fim de semana, pelo ex vice-presidente Atiku Abubakar que afirmou que “os insurgentes ainda ocupam uma área geográfica. Eles ainda mantém a capacidade para ataques mortais ocasionais. Muitos cidadãos na zona permanecem vulneráveis e vivem dominados pelo medo”.

Os ataques às aldeias estão a ocorrer na mesma zona do nordeste da Nigéria onde em 2014 raptaram 276 raparigas de uma escola secundária estatal. Cerca de 200 destas raparigas ainda permanecem desaparecidas. No mês passado, o Governo nigeriano anunciou ter conseguido negociar a libertação de 21.

Nos ataques que estão a efetuar, os guerrilheiros do Boko Haram pilham e queimas as casas, assim como as plantações existentes.

Não há indicações de que alguém tenham morrido, pois as populações têm tanto medo que permanecem afastadas das aldeias que ficaram desertas, indicou à agência Associated Press Bulama Abogu. combatente defensor da população civil. Também não há indicações da intervenção de soldados.

Muitos dos ataques têm corrido em aldeias próximas da floresta Sambisa, onde as forças nigerianas têm efetuado bombardeamentos diários contra o Boko Haram, acompanhados por ataques terrestres, que têm permitido libertar milhares de pessoas que se encontravam cativas.