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Internacional

Papa concede poderes a todos os padres para perdoarem o aborto

Michael Campanella/GETTY

Apesar de reafirmar que “o aborto é um grave pecado”, o Papa Francisco considera que “não há nenhum pecado que a misericórdia de Deus não consiga atingir e limpar”

O Papa estendeu, por um período de tempo indeterminado, o poder para todos os padres católicos perdoarem o aborto, algo que até aqui podia ser feito por bispos e confessores especiais.

Francisco já havia autorizado todos os padres a concederem o “sacramento da absolvição” relativamente ao aborto, mas apenas a título temporário, durante o “Ano Sagrado da Misericórdia”, que terminou no domingo.

O anúncio do prolongamento desse poder foi efetuado através de uma “carta apostólica”, na qual o Papa frisou pretender “reafirmar o mais firmemente possível que o aborto é um grave pecado, uma vez que coloca fim a uma vida inocente”, afirmando ao mesmo tempo que “não há nenhum pecado que a misericórdia de Deus não consiga atingir e limpar quando encontra um coração arrependido em busca de reconciliação”.

“Eu doravante concedo a todos os padres, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolverem aqueles que cometeram o pecado de terem praticado o aborto. A disposição que fizera relativamente a este respeito, limitado ao Ano Santo Extraordinário, é deste modo estendida”, afirmou.

O aborto é considerado um pecado tão grave tanto para aqueles que são submetidos à prática como para os que os assistem, que leva à excomunhão automática até que sejam absolvidos em confissão.

No ano passado, o Papa escrevera que as mulheres que interromperam a sua gravidez passaram por uma “provação existencial e moral”, dizendo que conheceu muitas que “têm no seu coração a cicatriz dessa agonizante e dolorosa decisão”.