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Mitt Romney está a ser considerado para secretário de Estado

Donald Trump e Mitt Romney, em 2012

MICHAEL NELSON/EPA

Informação foi confirmada pelo vice-presidente eleito Mike Pence

O vice-presidente eleito dos EUA, braço-direito de Donald Trump na corrida à Casa Branca, confirmou este domingo que o ex-candidato presidencial Mitt Romney está a ser considerado para o cargo de secretário de Estado norte-americano. Em entrevista à Fox News, Mike Pence deu fogo à especulação de que o homem que Trump apoiou formalmente nas eleições de 2012 contra o Presidente em funções, Barack Obama, mas que nesta campanha foi um dos grandes críticos do empresário tornado candidato republicano, está no topo da lista para chefe da diplomacia norte-americana, a par de outros.

As declarações de Mike Pence surgiram um dia depois de Trump e Romney se terem encontrado num campo de golfe em New Jersey, alegadamente para discutirem o cargo no Governo. No final do encontro, Romney disse apenas que tinham mantido uma conversa "muito abrangente" sem confirmar se o cargo lhe foi oferecido. "Foi uma troca quente e substantiva [de ideias] e sei que ele está ativamente a considerá-lo [Romney] para secretário de Estado juntamente com outros americanos notáveis", disse Pence ao canal conservador.

Em março, ainda durante as primárias republicanas, Romney disse que Trump não tinha "nem o temperamento nem o bom senso para ser Presidente" dos EUA, acusando-o de ser um bully misógino e desonesto. "As perspetivas de um futuro seguro e próspero ficam muito diminuídas" com a possibilidade de um Trump Presidente, sublinhou na altura.

Em resposta às críticas, o magnata do imobiliário, que liderou uma campanha divisiva onde reinou uma retórica xenófoba e misógina cheia de ataques indiscriminados a rivais, acusou Romney de ter sido um "candidato falhado" à presidência e falou dele como um "artista do engasganço" que, se Trump quisesse, ter-se-ia "posto de joelhos" para obter o seu apoio na corrida presidencial de há quatro anos. "Ele estava a suplicar pelo meu apoio. Eu podia ter dito: 'Mitt, põe-te de joelhos' e ele tê-lo-ia feito. Ele estava a implorar. Verdade. Ele implorou-me", disse Trump.

Para o cargo de secretário da Defesa, Trump está a considerar o general James Mattis, que esteve envolvido nas invasões do Iraque e do Afeganistão e que, um ano depois da batalha de Fallujah em 2004, foi duramente criticado por dizer na televisão americana que "é divertido abater pessoas a tiro" em teatros de guerra. Em 2010, Mattis foi promovido a diretor do Comando Central dos EUA, o organismo militar responsável por todas as forças norte-americanas destacadas no Médio Oriente. Tal como Trump, Mattis é um forte crítico do acordo nuclear que Obama alcançou com o Irão há dois anos e que a comunidade internacional aplaudiu e classificou como "histórico".