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Obama não prevê grandes mudanças na política com a América Latina com Trump no poder

KEVIN LAMARQUE/ Reuters

O Presidente norte-americano afirmou que é importante que a América Latina e o resto do mundo deem “uma oportunidade” Donald Trump e que não se assuma o pior antes de este formar a sua equipa e começar a trabalhar

O Presidente norte-americano, Barack Obama, disse este sábado que não prevê "grandes mudanças" na política do seu país em relação à América Latina sob a gestão do Governo que o irá suceder na Casa Branca, do republicano Donald Trump.

Durante um encontro aberto a perguntas com cerca de mil jovens da Pontifícia Universidade Católica, em Lima, Obama admitiu, contudo, que prevê "tensões", fundamentalmente em matéria comercial, pelas propostas que Trump defendeu durante a campanha.

Barack Obama afirmou que é importante que a América Latina e o resto do mundo deem "uma oportunidade" ao Presidente eleito dos Estados Unidos e que não se assuma o pior antes de este formar a sua equipa e começar a trabalhar.

Durante a sua campanha, Trump prometeu acabar com o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, integrado pelos Estados Unidos, o México e Canadá, e também classificou como "desastre" o Acordo de Associação Transpacífico, do qual fazem parte dois países latino-americanos: Chile e Peru.

Trump também ameaçou recuar na aproximação entre os Estados Unidos e Cuba se não surgirem avanços em matéria de direitos humanos e liberdades na ilha.

Perante uma pergunta sobre a situação na Venezuela, Obama não respondeu diretamente, mas sublinhou que os Governos que são "repressivos" e "silenciam os críticos" em última instância "fracassam" e as suas economias também.

No extremo oposto, mencionou como exemplo países como o Chile, o Peru e a Colômbia, dizendo que estão "a crescer mais rapidamente e melhor", devido à fortaleza das suas democracias.