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Manifestantes tomam as ruas de Seul para pedir demissão da Presidente

KIM KYUNG-HOON/REUTERS

É o quarto sábado consecutivo em que dezenas de milhares de sul-coreanos saem à rua. Com velas e cartazes nas mãos, pedem à primeira mulher eleita para a Presidência da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, que deixe o poder

Dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas de Seul, capital da Coreia do Sul, pela quarta semana consecutiva, para pedir a demissão da Presidente Park Geun-Hye.

Os organizadores da manifestação estimam que, este sábado, pelo menos meio milhão de sul-coreanos voltaram a sair de casa para protestar contra a sua líder, que acusam de crime e abuso de poder.

Geun-Hye é acusada de favorecer a uma amiga, Choi Soon-sil. Esta terá tentado extorquir uma grande quantia de dinheiro a empresas sul-coreanas, e suspeita-se que terá usado a sua amizade com Park para angariar doações para um fundo que ela própria controlava.

Na sequência deste deslize político, a primeira mulher a chegar à presidência da Coreia do Sul viu a sua popularidade cair 5%.

No início do mês, a Presidente tentou redimir-se, pediu desculpas na televisão nacional “por ter confiado tanto numa relação pessoal” e mostrou-se cooperante no que respeita à investigação em curso, enquanto continua a recusar a demissão.

O gesto, no entanto, não acalmou a fúria do povo que não desiste de pressionar a sua líder - nas ruas grita-se “Park Geun-Hye, demita-se”, acendem-se velas e agitam-se cartazes.

Estes são já considerados os maiores protestos no país desde as manifestações pró-democracia no início dos anos de 1980.