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“KKK is ok”, a frase mortífera do próximo ministro da Justiça americano

Comentários racistas ensombram o passado de Jeff Sessions e prometem aquecer o debate no Congresso, que vai ter de apreciar a nomeação de Donald Trump para titular do Departamento de Justiça americano


O senador do Alabama Jeff Sessions será o próximo procurador-geral americano (cargo equivalente ao de ministro da Justiça em Portugal), asseguram fontes próximas da equipa de transição do presidente eleito, Donald Trump.

Aos 69 anos, Sessions chega ao Governo americano depois de ter feito campanha pelo magnata nova-iorquino desde que este declarou a candidatura, em julho de 2015. A entrada em funções está dependente da aprovação do Congresso, de maioria republicana.

Ex-membro do Comité de Assuntos Judiciais, que supervisiona o Departamento de Justiça e o FBI (semelhante à Polícia Judiciária portuguesa), este político sulista foi impedido de assumir o cargo de juiz federal na década de 80, depois de ter sido acusado de proferir vários comentários racistas.

Mais tarde, Jeff Sessions pediu desculpa por expressões como “KKK is ok”, explicando que “disse aquilo antes de descobrir que eles fumavam erva”. “Era uma “piada”, garantiu.

Sessions é um político conservador, contrário ao casamento gay, antilegalização do comércio e consumo de marijuana e crítico da investigação científica com células estaminais.

Quinta-feira à noite (madrugada de sexta-feira em Lisboa), o general Michael Flynn, que também apoiou Donald Trump desde a primeira hora, foi convidado para conselheiro de Segurança Nacional.

  • Trump escolhe para conselheiro de segurança nacional general que defende prisão de Clinton

    A equipa do Presidente eleito dos EUA confirma que cargo foi oferecido a Michael Flynn mas recusa-se a confirmar se o general na reforma aceitou o convite. Foto de encontro entre Trump e Shinzo Abe, o primeiro chefe de Governo a encontrar-se com o próximo líder dos EUA, mostra que Flynn esteve presente nessa reunião, que teve lugar na Trump Tower, em Nova Iorque, na quinta-feira. Entre os momentos controversos da carreira do general conta-se um tweet a dizer que "ter medo dos muçulmanos é racional"