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Hillary Clinton: “Na última semana, cheguei a desejar nunca mais sair de casa”

JOSHUA ROBERTS

A candidata derrotada nas presidenciais norte-americanas fez a sua primeira aparição pública depois da vitória de Trump. Confessou que lhe foi difícil, mas desafiou os seus apoiantes a continuarem a lutar pela América, “um país de esperança, inclusivo e com um grande coração”

O compromisso estava assumido há muito - antes de serem conhecidos os resultados das presidenciais - e Hillary Clinton não faltou. Ainda assim, em Washington, na quarta-feira, numa gala destinada à recolha de fundos para apoiar crianças desfavorecidas, a candidata democrata derrotada por Trump começou por admitir não ter sido fácil cumprir a agenda.

“Não foi a coisa mais fácil para mim. Houve algumas vezes durante esta última semana em que tudo o que desejei foi enroscar-me com um bom livro ou com os nossos cães e nunca mais sair de casa”, afirmou.

Clinton começou por ser apresentada pela fundadora da associação que organizou o evento (e onde a democrata começou a trabalhar nos anos de 1970, tendo chegado a ocupar um cargo na administração) como “a presidente do povo”, numa alusão ao facto de a democrata liderar o voto popular. Mas no seu discurso, Hillary Clinton pediu que, apesar das “divisões profundas” deixadas em aberto pela eleição, o caminho seja o da confiança no país.

“Sei que na última semana muitos se questionaram se a América é o país que acreditavamos ser”, afirmou Clinton, para acrescentar: “Ouçam-me quando vos digo: a Améria vale a pena. As nossa crianças valem a pena. Acreditem no nosso país e lutem pelos nossos valores, sem nunca, nunca desistir”.