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Internacional

Acionistas pressionam McDonald's para reduzir quantidade de antibióticos na carne

KAREN BLEIER/ AFP/ Getty Images

Congregação de Irmãs Beneditinas está a pedir novamente à cadeia de fast-food para que defina metas globais e prazos para efetuar a mudança para carne de porco e de vaca criadas sem recurso ao uso de antibióticos

A Congregação de Irmãs Beneditinas de Boerne, no Texas, volta novamente a fazer pressão sobre o McDonald’s para que deixe de utilizar carne proveniente de animais criados com antibióticos, que têm como objetivo favorecer o seu crescimento. As acionistas da cadeia de fast-food apelam a que a corporação alargue a política “sem antibióticos” das carnes de galinha servidas nos restaurantes dos Estados Unidos para todas as carnes e para todos os McDonald’s do mundo, escreve a Reuters esta quinta-feira.

Estima-se que, nos Estados Unidos, mais de 70% dos antibióticos que são importantes para a saúde humana são usados na produção diária de carne. Os antibióticos são vitais para combater as infeções humanas. O seu uso excessivo para promover o crescimento e prevenir doenças nos animais contribui para o aumento do número de casos de resistência humana a estes medicamentos, favorecendo também o aumento do número de infeções que põe em causa a vida humana.

Citados pela Reuters, alguns cientistas alertaram que as infeções não curadas devido à existência de bactérias resistentes aos antibióticos matam todos os anos pelo menos 23 mil americanos e afiguram-se como uma ameaça significativa para a saúde global.

Na reunião anual da McDonald’s deste ano, 20% dos accionistas da companhia votaram a favor de uma proposta que visasse o não uso de antibióticos nas rações dos animais. Nesse seguimento, as irmãs pedem agora que todos votem nesta nova proposta no encontro de 2017.

Em declarações à Reuters, a McDonald’s referiu que vai continuar a manter relações com alguns especialistas, incluindo alguns consultores da World Health Organization, com o objetivo “progredir no sector da indústria”. A cadeia de fast-food garante ainda que a sua política atual “fornece guias aos fornecedores das várias partes do mundo, onde a indústria ainda não tem sistemas no local que permitam verificar os procedimentos ao longo da cadeia de fornecimento”.

No entanto, esta não é a primeira vez que a Congregação de Irmãs Beneditinas tenta a proibição do uso de carne com antibióticos pela McDonald’s. Em 2015, as irmãs também fizeram o mesmo pedido à cadeia de fast-food.