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Presidente filipino felicita Trump e está “entusiasmado” em conhecer Putin

reuters

Rodrigo Duterte chegou a mandar Obama “para o inferno” e a anunciar a sua “separação” dos Estados Unidos, um aliado das Filipinas, após o Presidente americano ter criticado a sua política antidroga, que já provocou mais de 4 000 mortes desde julho.

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, voltou a felicitar Donald Trump pela sua “bem merecida vitória” nas eleições dos Estados Unidos e disse estar “entusiasmado” por ir conhecer o homólogo russo, Vladimir Putin, dentro de dias.

Questionado numa conferência de imprensa na terça-feira à noite sobre se as relações com os EUA vão melhorar com Trump na Casa Branca, Duterte respondeu: “Tenho a certeza, não temos qualquer querela. Posso ser amigo de qualquer pessoa, especialmente de (...) um presidente, chefe de Governo de outro país”.

Duterte afirmou que o Presidente eleito dos EUA foi escolhido “pelo povo do país mais poderoso do mundo”.

“Confio no seu julgamento”, disse Duterte, acrescentando que espera que Trump seja justo na questão da imigração ilegal.

Os filipinos constituem uma das maiores comunidades estrangeiras nos Estados Unidos da América.

Duterte, de 71 anos, teve uma relação conturbada com o atual Presidente norte-americano desde que Barack Obama criticou a política antidroga do filipino, que já provocou mais de 4 000 mortes desde julho.

O Presidente filipino chegou a mandar Obama “para o inferno” e a anunciar a sua “separação” dos Estados Unidos, um aliado das Filipinas, apesar de depois ter recuado e feito declarações menos radicais.

O afastamento dos EUA foi acompanhado por aproximações à China e à Rússia.

Na mesma conferência de imprensa, Duterte afirmou que quer conhecer Putin, e está “entusiasmado” por isso, na cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacifico (APEC), no Peru, a 19 e 20 deste mês.

“Não vou pedir nada. Quero ser amigo dele, só quero que os dois países sejam melhores amigos”, afirmou.

Na cimeira da APEC estarão também, entre outros, os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama.