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Carros elétricos não farão travar aumento do consumo de petróleo

GETTY

Mesmo que sejam integralmente cumpridos os compromissos da cimeira do clima, a procura do petróleo deverá continuar a crescer até 2040

A dificuldade em encontrar alternativas ao petróleo na área dos transportes rodoviários de mercadorias, na aviação e nas petroquímicas deverá levar a que, mesmo que sejam integralmente cumpridos os compromissos assumidos na cimeira do clima de Paris, o consumo do combustível deverá continuar a crescer até 2040, segundo uma previsão apresentada esta quarta-feira pela Agência Internacional da Energia (AIE).

Na semana passada, a Opec indicara que a procura poderá atingir o pico máximo dentro de 15 anos caso sejam integralmente cumpridos os compromissos de Paris e sejam encontradas alternativas para os combustíveis dos automóveis, mas os especialistas da AIE vêm agora contrariar essa previsão.

O problema é que mesmo que o consumo relativo dos veículos ligeiros de passageiros possa descer com o alargamento da atual frota de 1,3 milhões de carros elétricos para 150 milhões em 2040, outros setores serão suficientes para que o consumo do petróleo continue a crescer, embora a um ritmo mais lento.

“O pico da procura do petróleo não está à vista”, referiu Fatih Birol, diretor executivo da AIE. “A procura vai aumentar a um nível mais baixo do que no passado mas vai continuar a aumentar”, acrescentou.

Os acordos de Paris foram firmados no sentido de uma viragem para energias limpas, diminuindo a dependência mundial de energias fósseis, de modo a travar o aumento das temperaturas do planeta.

No principal cenário traçado pela AIE a procura de petróleo atingirá os 103,5 milhões de barris diários em 2040, quando em 2015 a procura se situou nos 92,5 milhões.

A Índia será o país em que o consumo irá crescer mais, a China deverá ultrapassar os Estados Unidos como o maior consumidor.