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Internacional

Polónia reabre investigação ao desastre aéreo de Smolensk e vai exumar corpos das vítimas

WOJTEK RADWANSKI/GETTY IMAGES

No acidente, ocorrido a 10 de abril de 2010, morreram 96 pessoas, incluíndo o Presidente do país, Lech Kaczynski. Novas perícias pretendem esclarecer se se tratou de um atentado

Após ter sido aberta uma nova investigação ao acidente aéreo que vitimou o Presidente Lech Kaczynski, em 2010, na Polónia começam esta segunda-feira a ser exumados os restos mortais das 96 vítimas da catástrofe de Smolensk, na Rússia.

Sobre o acidente pesam as suspeitas de atentado, o que as novas perícias visam esclarecer.

Os corpos do Presidente e da sua mulher, Maria – ambos sepultados no castelo de Wawel, em Cracóvia – serão os primeiros a ser analisados.

Desde o acidente, várias são as teorias para o explicar, embora com maior insistência tenha aparecido quem defenda ter-se tratado de um atentado ou sabotagem. O atual ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, é um dos que o afirma, sem papas na língua, garantindo que o avião se desintegrou antes de cair e exigindo o esclarecimento das “verdadeiras causas”, incluindo apurar que responsabilidade tiveram no acidente os membros do Governo anterior (era primeiro-ministro o hoje presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk).

A exumação dos corpos, contudo, vai contra a vontade da sociedade polaca e, pelo menos, 17 das famílias das vítimas, que pediram, sem sucesso, a intervenção da Igreja Católica para o tentar impedir.

No avião, em 2010, viajava a cúpula política e os mais altos representantes militares e eclesiásticos do país. A delegação polaca deslocava-se ao cemitério russo de Katyn para assistir a um ato em memória das vítimas dos massacres estalinistas. Não houve sobreviventes.