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Internacional

Petição para eleger Hillary já tem mais de 3,5 milhões de assinaturas

Documento é dirigido ao Colégio Eleitoral dos EUA e um dos argumentos que usa é que o presidente eleito, Donald Trump, não tem capacidade para governar

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A petição que foi lançada há três dias a pedir ao Colégio Eleitoral dos EUA que elega Hillary Clinton como presidente e não Donald Trump já tem mais de 3,5 milhões de assinaturas.

"Os representantes do Colégio Eleitoral vão votar, a 19 de dezembro. Se todos eles votarem como votaram os Estados de onde, então Donald Trump ganha [e será presidente]. Contudo, eles podem votar a favor de Hillary Clinton se quiserem. Mesmo nos Estados em que isso não é permitido, eles podem votar. Só têm de pagar uma pequena multa, que os apoiantes de Clinton de certeza não se importariam de pagar", pode ler-se no texto da petição que também foi lançada em alemão.

Para o autor, como Hillary ganhou o voto popular é ela que tem de ser eleita, e mesmo que o sistema eleitoral norte-americano não o permita de forma directa, há ainda uma possibilidade se os representantes votarem a favor dela em dezembro.

É que, nos EUA, não ganha quem tem mais votos mas quem elege mais representantes para o Colégio Eleitoral e cada Estado tem um número diferente de representantes. Ora, se um candidato conseguir ganhar mais desses repesentantes ganha e foi o que aconteceu com Donald Trump.

Mas esse Colégio Eleitoral vai agora votar no candidato que quer, porque na prática a eleição de terça-feira serviu apenas para os eleger. Contudo, tudo indica que votem Trump, ou seja, tal como diz o autor da petição, tal como votou o Estado de onde são.

De acordo com o autor - que pretende entregar a petição ao Colégio Eleitoral assim que ela atingir 4,5 milhões de assinaturas (o que é bem capaz de ser possível dado o número de assinaturas que já tem) - "Trump não tem capacidade para governar".

Alias, diz mesmo que "a sua impulsividade e bullying, as suas mentiras e historial de assédio sexual e a total falta de experiência fazem dele um perigo para a República".