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Federica Mogherini: “As políticas europeias não são decididas em Washington”

Lennart Preiss/GETTY

A alta representante para a política externa da União Europeia promete trabalhar em conjunto com o novo governo americano assim que possível, mas avisa que a Europa se deve afirmar como “um poder indispensável”

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Cooperação, sim, mas não a qualquer custo. A alta representante para a política externa da União Europeia, a italiana Federica Mogherini, manifestou este sábado a vontade de trabalhar com Donald Trump, mas deixando claro que a Europa quer fazer valer a sua relevância internacional, nomeadamente na manutenção da paz e segurança no mundo.

Reconhecendo que a semana que passou foi atípica, Federica Mogherini publicou uma mensagem no seu blogue intitulada “A responsabilidade da Europa após as eleições presidenciais dos Estados Unidos”. “Com a eleição de Donald Trump, os Estados Unidos entram numa fase totalmente diferente, que tem ainda de se definir, especialmente no campo da política externa”, escreve Mogherini.

A chefe da diplomacia europeia promete que começará a trabalhar com o próximo governo norte-americano assim que ele tomar posse. “Iremos fazê-lo num espírito de amizade, porque a nossa relação com os Estados Unidos é mais profunda do que qualquer mudança política, mas sabendo também que as políticas europeias não são decididas em Washington”, lê-se ainda no texto divulgado por Federica Mogherini este sábado.

“Cada vez mais temos a responsabilidade de desempenhar o papel de um poder indispensável para a paz e segurança na nossa região e no mundo”, sublinha a alta representante da União Europeia.

A ocasião é aproveitada igualmente por Mogherini para revelar que já na próxima segunda-feira apresentará aos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros e da Defesa um plano para reforçar a cooperação nesta área.

“Precisamos de uma Europa de segurança mais forte para prevenir a próxima crise, criar oportunidades para os nossos jovens e ajudar os nossos vizinhos a crescer”, defende a diplomata italiana.