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Internacional

Ministro sinaliza “evolução positiva sustentada” da taxa de desemprego

Marcos Borga

Vieira da Silva defendeu que a economia portuguesa está a revelar “dinamismo”, sublinhando que o desemprego está a diminuir porque são criados novos postos de trabalho

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse esta quarta-feira que a redução da taxa de desemprego para 10,5% no terceiro trimestre mostra que "há uma evolução positiva sustentada no mercado de trabalho", através do crescimento do emprego.

De acordo com as estatísticas divulgadas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego baixou 0,3 pontos percentuais para 10,5% no terceiro trimestre de 2016, face ao anterior, e 1,4 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2015.

"Os dados mostram que há uma evolução positiva sustentada no mercado de trabalho, porque não só a taxa de desemprego vai para 10,5%, o valor mais baixo desde há muitos anos, que compara com 11,9% do mesmo trimestre do ano passado, mas cai também face ao trimestre anterior que já tinha tido um bom resultado, de 10,8%", afirmou Vieira da Silva.

Em declarações aos jornalistas, à margem do balanço do Governo aos seis meses do Programa Nacional de Reformas, o governante considerou que "o mais importante é que há um crescimento do emprego, perto de 90 mil postos de trabalho são criados".

"Ou seja, a taxa de desemprego está a diminuir não porque as pessoas se vão embora ou porque deixam de procurar trabalho, mas porque estão a ser criados novos postos de trabalho", declarou, considerando que é sinónimo que "a economia tem dinamismo".

Vieira da Silva realçou ainda, nos dados divulgados sta quarta-feira pelo INE, que "na composição do emprego o que cresce em maior volume é o emprego duradouro, isto é, os contratos sem termo", que, acrescentou, significa que "o melhor emprego está a crescer mais neste trimestre e neste ano".

De acordo com as estatísticas do INE, a população desempregada, estimada em 549,5 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 1,8% (menos 9,8 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 11,2% (menos 69,3 mil).