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Expresso

Internacional

Samsung no centro de escândalo político na Coreia do Sul

Autoridades revistam os escritórios da Samsung em Seul

EPA

A polícia sul-coreana realizou uma rusga aos escritórios da Samsung em Seul, na sequência de um escândalo que envolve a Presidente Park Geun-hye

As autoridades sul-coreanas fizeram buscas aos escritórios da Samsung, em Seul, capital da Coreia do Sul, como parte da investigação à Presidente Park Geun-hye e à sua amiga e confidente Choi Soon-sil. Esta, que está presa desde 3 de novembro, é acusada de ter interferido na vida política do país e de ter recebido financiamentos no valor de 77.400 milhões de wons (68 milhões de euros) de grandes conglomerados industriais.

A Samsung Electronics é acusada de financiar a formação hípica da filha de Choi, Chun Yoo-ra, cavaleira de dressage e medalha de ouro nos Jogos Asiáticos, com uma verba de 2,8 milhões de euros.

A chefe de Estado Park Geun-hye é acusada de ter sido um fantoche nas mãos de Choi, de a ter deixado tomar grandes decisões políticas. inclusive de escrever os discursos oficiais da presidência. Apesar de a Presidente já ter pedido desculpas em público por duas vezes, os partidos de oposição e milhares de cidadãos exigem a sua demissão.

Cedendo à pressão das manifestações que se seguiram ao escândalo político, a Presidente concedeu aos deputados o poder de nomear um novo primeiro-ministro, o que poderá enfraquecer fortemente o seu governo.

Diretamente afetada por este caso, a Samsung acumula assim mais um caso negativo para a sua imagem. Durante este ano, já sofreu vários golpes, entre eles a suspensão da produção e das vendas do ‘smartphone’ Galaxy Note 7 após casos de explosão e combustão do telefone (que levou a uma queda de 30% nos lucros da empresa), e incidentes com as suas máquinas de lavar roupa.