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Porque são hoje as eleições?

Ilustração alusiva à eleição presidencial de 1848, a primeira a decorrer ao abrigo da lei ainda hoje em vigor.

Biblioteca do Congresso

Data do século XIX a escolha da “primeira terça-feira depois da primeira segunda-feira do mês de novembro” para votar. Saiba porque foi esta a opção do Congresso.

Nos Estados Unidos da América as eleições costumam concentrar-se todas no mesmo dia. A lei estipula que, para cargos federais (isto é, que abarcam todo o país), se vá a votos “na primeira terça-feira depois da primeira segunda-feira do mês de novembro”. Isto significa que o dia de ir às urnas calhará sempre entre 2 e 8 de novembro.

Isto vale para todos os anos. Se de quatro em quatro anos há que eleger um Presidente, de dois em dois renova-se a totalidade da Câmara dos Representantes e um terço do Senado, cujos mandatos são de seis anos. Por motivos de comodidade e poupança, costumam ser no mesmo dia as eleições para cargos estaduais.

A escolha desta data, instituída pelo Congresso em 1844, é pragmática. No século XIX a sociedade americana era, em larga medida, agrária. Havendo quem tivesse de fazer longas viagens de carroça para votar, por vezes demorando um dia, a terça-feira foi escolhida para deixar a segunda-feira para o trajeto, sem perturbar o domingo, dia de culto religioso, nem a quarta-feira, que era dia de feira em muitas povoações. A formulação “depois da primeira segunda-feira” evita que a votação seja no dia 1 de novembro, dia de Todos-os-Santos.

O dia das eleições é, também, feriado em certos estados e territórios (Delaware, Havai, Kentucky, Montana, Nova Jérsia, Nova Iorque, Ohio, Virgínia Ocidental e Porto Rico), havendo tolerância de ponto noutros. Em todo o caso, é possível votar antecipadamente, sem restrições, em 32 Estados e no Distrito de Colúmbia (onde fica a capital, Washington). Outros exigem uma justificação. E há, até, três Estados — Colorado, Oregon e Washington — onde todos os votos são pelo correio.