Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Alô Terra, aqui vão os nossos votos desde o Espaço

É uma possibilidade que existe para os astronautas desde 1997, e o facto de ser exercida é um bom exemplo para os votantes que se encontram em Terra

Luís M. Faria

Jornalista

O astronauta Shane Kimbrough votou desde a Estação Espacial Internacional e já tem uma boa história para contar aos netos

O astronauta Shane Kimbrough votou desde a Estação Espacial Internacional e já tem uma boa história para contar aos netos

NASA / Joel Kowsky / Getty Images

Um americano tem direito a votar, mesmo que se encontre em órbita à volta da Terra. Shane Kimbrough, atualmente a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI), já cumpriu o seu dever cívico. Embora se descreva como “essencialmente apolítico”, confessa que ficou excitado por poder dizer que tinha votado a partir do espaço. E assim fez há dias.

Não sabemos em quem votou, mas o processo é conhecido. As autoridades eleitorais elaboram um boletim de voto eletrónico que é transmitido para a EEI, onde é preenchido e reeenviado para a Terra. Tudo em condições de segurança e confidencialidade.

Além de Kimbrough, também a astronauta Kate Rubins votou dessa forma. Embora tenha regressado a terra firme em 30 de outubro, após quatro meses em missão, resolveu votar antecipadamente, como terão feito mais de 46 milhões de pessoas, segundo os números oficiais – cerca de um terço dos votantes americanos efetivos.

A lei que permite aos astronautas exercerem o seu direito de voto fora da Terra foi aprovada nos anos 90 pelo estado do Texas (a maioria dos astronautas vive em Houston ou nas proximidades) e usada pela primeira vez em 1997. Os astronautas têm de dizer um ano antes em que eleições pretendem votar.

Seis meses depois, requerem o boletim de voto. O seu endereço surge lá referido como “órbita terrestre de baixa altitude”. Uma vez preenchido, o boletim segue para o Centro de Controlo de Missão, de onde é remetido para as autoridades eleitorais. "É incrível podermos votar a partir daqui", disse Rubins na altura, "e é incrivelmente importante para nós votarmos em todas as eleições".