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Trump retirado do palco em comício por ameaça de arma, mas afinal foi falso alarme

Chip Somodevilla/GETTY

Alguém do público gritou “arma” e os serviços secretos reagiram de imediato. O candidato republicano à presidência dos EUA regressou pouco depois para continuar o seu discurso

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O candidato republicano Donald Trump foi retirado do palco, de emergência, pelos Serviços Secretos, no sábado à noite durante um comício em Reno, no estado do Nevada. Mas tudo não passou de um falso alarme e Trump voltou ao seu discurso pouco tempo depois e até aproveitou para dizer: "nada nos vai fazer parar".

Tudo começou quando um homem com um cartaz a dizer "'Republicans against Trump" (Republicanos contra Trump) se aproximou do palco chamando a atenção do candidato, que até costuma fazer comentários quando repara em protestantes nos seus comícios.

Só que desta vez alguém do público gritou "arma" e assim que ouviram isso os seguranças retiraram Trump do palco e escoltaram-no para bem longe. O homem foi detido de imediato e retirado da sala, mas mais tarde foi libertado porque não tinha nenhuma arma, apenas o cartaz.

Veja aqui o vídeo dos acontecimentos.

O homem chama-se Austyn Crites e depois de libertado explicou às televisões que é republicano, mas que é contra Trump e que foi ao comício apenas para mostrar o seu desagrado.

"Vim aqui com este cartaz à espera de ser vaiado.. era só um cartaz", disse, citado pela Reuters. E acrescentou: "Não tenho nada contra os apoiantes de Trumo. Somos todos republicanos registados e suportamos muitos dos mesmos candidatos locais. Eu tenho é uma séria preocupação contra Trump".

As eleições para a presidência dos EUA são na terça-feira, 8 de novembro, e de acordo com as sondagens mais recentes, a candidata democrata Hillary Clinton está à frente, mas por uma margem muito pequena.

Por exemplo, uma sondagen da Reuters/Ipsos realizada sábado, mostra Clinton com 4% de vantagem, menos que os 5% registados na sexta-feira. Já uma sondagem da ABC News-Washington Post dava 48% a Clinton e 43% a Trump.

Isto tem estado a deixar os mercados em sobressalto e tem vindo a fazer com que algumas celebridades e figuras políticas tenham saído em apoio de Hillary. Foi o caso de Beyoncé e Jay Z e Katy Perry e da primeira ministra escocesa.