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“Última oportunidade” para rebeldes abandonarem Alepo, avisa a Rússia

ABDALRHMAN ISMAIL/ Reuters

Regime sírio e o seu aliado russo deram dez horas aos rebeldes para fugirem da cidade sitiada. Prazo termina às 19h locais desta sexta-feira (16h em Lisboa)

As forças dos governos sírio e russo deram início, esta sexta-feira, ao que dizem ser uma "trégua humanitária" de dez horas, que estará em vigor até às 19h locais (16h em Lisboa), para os rebeldes e os civis que queiram fugir do leste da cidade, que está cercada desde julho e a ser alvo de uma campanha de bombardeamentos intensivos desde setembro.

Na quinta-feira, alguns dos grupos rebeldes que combatem o regime de Bashar al-Assad tinham recusado a proposta de cessar-fogo. Hoje, a Rússia avisou-os de que esta é a "última oportunidade" para abandonarem os distritos do leste de Alepo em segurança. Nas últimas 24 horas, os rebeldes mantiveram as suas posições e a ofensiva contra a zona ocidental da cidade estratégica, numa tentativa de quebrarem o cerco imposto pelas forças sírias com o apoio aéreo da Rússia.

Cerca de 250 mil civis continuarão encurraladas no leste de Alepo sem acesso a comida nem medicamentos e sujeitas a uma intensiva campanha de bombardeamentos aéreos e ataques no terreno. Fontes no terreno dizem que as batalhas estão a escalar e que o Governo de Assad continua determinado em reconquistar as zonas de Alepo que continuam sob controlo dos rebeldes, que não querem perder o seu último bastião na segunda maior cidade da Síria.

Esta é a segunda "pausa humanitária" que a Rússia e a Síria anunciam para criar corredores seguros para a retirada de civis; o seu último cessar-fogo unilateral, em outubro, que teve uma duração de três dias, terminou sem que quase ninguém conseguisse abandonar o leste de Alepo. Ontem, o Ministério da Defesa russo disse que foram criadas duas rotas para os rebeldes que queiram escapar "ilesos" com as suas armas entre as 9h e as 19h locais e outros seis corredores especiais para a retirada de civis. É esperado que as forças dos dois governos retomem os ataques contra as áreas sob controlo rebelde assim que o novo prazo terminar.