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Pelo menos 239 desaparecidos em dois naufrágios no Mediterrâneo

Imagem de anteriores operações de resgate no mar Mediterrâneo

EPA

A nova catástrofe no Mar Mediterrâneo foi relatada por dois sobreviventes resgatados esta manhã, a meio caminho entre a Líbia e a ilha italiana de Lampedusa

Mais de 230 pessoas perderam a vida em dois naufrágios ao largo da costa da Líbia, confirmou esta quinta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A catástrofe foi narrada por dois sobreviventes salvos pelas equipas de resgate e levados para a ilha italiana de Lampedusa, que tem sido um porto de abrigo para tantos refugiados migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo.

“Uma nova operação de resgate está em curso no Mediterrâneo. Sobreviventes falam-nos em dois naufrágios”, confirmava esta quinta-feira a porta-voz do ACNUR, Carlotta Sami, na sua conta do Twitter. “Há pelo menos 239 pessoas desaparecidas.”

Até ao momento terão sido os únicos resgatados da última tragédia numa rota que já vitimou mais de 4200 refugiados migrantes desde o início deste ano, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações.

As Nações Unidas falam já num ano negro, que poderá ser o mais mortífero de sempre para os que tentam a travessia do Mediterrâneo. Perto de 330 mil pessoas conseguiram entrar este ano na Europa em barcos provenientes da Líbia, um número bastante aquém do registado em 2015, em que mais de um milhão de pessoas chegaram pelo Mediterrâneo à Europa.

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