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Internacional

Ofensiva contra Mossul fez quase 10.000 crianças deslocadas

ZOHRA BENSEMRA/REUTERS

O alerta partiu da UNICEF. A organização afirma que os deslocados que saem da cidade - no total, quase 21 mil pessoas - estão em más condições, exaustos e mal alimentados

A Agência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou esta quinta-feira que a ofensiva do exército iraquiano contra Mossul, bastião do grupo Estado Islâmico no Iraque, já provocou a deslocação de 9.700 crianças.

Ao todo, segundo a ONU, quase 21.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, quase metade das quais são crianças.

A UNICEF, uma das várias agências da ONU com pessoal no terreno para ajuda às populações civis, afirma que os deslocados que saem de Mossul estão em más condições, exaustos, mal alimentados e em alguns casos até descalços.

"Conheci mães e crianças que estavam muito aliviadas por terem escapado com vida. É evidente que passaram por muito", relatou a chefe de operações de campo da UNICEF no Iraque, Permille Ironside.

À chegada aos acampamentos, as famílias recebem água e comida e as crianças entre os seis meses e os 15 anos são vacinadas contra a pólio e o sarampo.
A par dos que fogem, há muitas pessoas que ficam nas localidades da região que vão sendo libertadas pelas forças iraquianas, apoiadas por uma coligação internacional.

"À medida que a situação evolui, é importante adaptarmos a nossa resposta para ajudar as crianças e as famílias", disse Ironside.

A ofensiva contra Mossul tem passado na tomada de localidades próximas da cidade, sob controlo dos 'jihadistas' desde junho de 2014, e, na terça-feira, entrou numa nova fase com a entrada de forças iraquianas numa zona da cidade, a segunda maior do Iraque.

A ONU estima que até 200.000 pessoas podem ter de abandonar as suas casas para fugir à violência. O pior cenário possível pode envolver um milhão de deslocados, o que tornaria Mossul a maior crise humanitária do ano.

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