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Sete países da América Latina desejam que diálogo dê frutos na Venezuela

JUAN BARRETO/GETTY IMAGES

Declaração conjunta da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai faz votos para que o diálogo na Venezuela alcance “resultados concretos dentro de um prazo razoável”

As diplomacias de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai manifestaram esperança de que o diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a Mesa da Unidade Democrática, da oposição, alcance resultados concretos na Venezuela.

A esperança foi manifestada numa declaração conjunta assinada na terça-feira pelos ministros Susana Malcorra, da Argentina, José Serra, do Brasil, Heraldo Muñoz, do Chile, María Ángela Holguín, da Colômbia, Claudia Ruiz Massieu, do México, Eladio Loizaga, do Paraguai, e Rodolfo Nin, do Uruguai, segundo uma nota da diplomacia brasileira divulgada esta quarta-feira.

"Tendo iniciado o processo de diálogo entre representantes do Governo da República Bolivariana da Venezuela e da Mesa da Unidade Democrática, os ministros abaixo assinados manifestaram a esperança de que este diálogo alcance resultados concretos dentro de um prazo razoável", lê-se na declaração.

Os ministros "reiteram o seu apoio ao acompanhamento do Vaticano e dos ex-presidentes, em representação da Unasul [União de Nações Sul-Americanas], e exortam que estimulem as partes a realizarem avanços e gestos de aproximação, com a brevidade possível, e a evitarem qualquer ato de violência e ameaças ao processo em andamento".

O executivo e a oposição venezuelana iniciaram o diálogo no domingo, em Caracas, mas sem a presença do partido Vontade Popular (VP).

A mesa de diálogo contou também com representantes da Unasul e do Vaticano, que servem de mediadores nas conversações para pôr termo à crise política que o país atravessa.