Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rússia fecha escritório da Amnistia Internacional em Moscovo

É a última de uma longa série de medidas contra as organizações independentes que defendem os direitos humanos

As autoridades russas fecharam os escritórios da Amnistia Internacional em Moscovo. Quando os funcionários da conhecida organização de direitos humanos chegaram esta manhã para trabalhar, encontraram as portas seladas e as fechaduras mudadas. O porta-voz do presidente Vladimir Putin disse não ter conhecimento de nada.

“Dado o atual clima para o trabalho de sociedade civil na Rússia, há claramente um certo número de explicações possíveis, mas é muito cedo para tirar conclusões”, disse um responsável da organização. Acrescentou esperar que se tratasse de um mero problema administrativo e que a situação fosse resolvida rapidamente. “Estamos cem por cento de ter cumprido as nossas obrigações como inquilinos”. O edifício onde a organização se encontra instalada pertence à cidade.

Nos últimos anos, e em particular desde que o governo criou uma lei que obriga as organizações que recebem financiamento ou apoio a partir do estrangeiro a registar-se como “agentes estrangeiros” (uma designação com conotações históricas sinistras) tornou-se cada vez mais difícil advogar pelos direitos humanos de forma independente na Rússia. Entre as muitas atingidas pela lei conta-se a organização Memorial, que estuda e recorda as atrocidades cometidas por Estaline.