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Internacional

França termina desmantelamento de Calais

PHILIPPE HUGUEN/GETTY IMAGES

Governo francês assegurou que já recolocou mais de cinco mil migrantes que viviam no acampamento de Calais, distribuindo-os por centros de acolhimento dispersos em França. Organizações humanitárias denunciam, no entanto, o aumento do número de migrantes acolhidos noutros acampamentos na zona noroeste de Paris

O Governo francês deu esta terça-feira por terminado o desmantelamento do campo de refugiados de Calais, conhecido como a “selva”, onde viviam até há alguns dias cerca de seis mil migrantes e requerentes de asilo.

A prefeitura do departamento de Pas-de-Calais disse, em comunicado, que a empresa que o Estado contratou para destruir todas as estruturas precárias construídas no local deu o seu trabalho por terminado por volta das 18h00 locais (17h00 em Portugal).

A mesma fonte adiantou que só ficaram de pé três “lugares de culto” de forma a permitir o seu uso aos menores alojados no Centro de Acolhimento Temporário, que fica próximo.

A partir de agora, a mesma empresa deverá começar com os trabalhos de requalificação e limpeza dos terrenos até aqui ocupados por um acampamento não oficial, que chegou a albergar cerca de dez mil migrantes.

O Governo francês assegurou que já recolocou mais de cinco mil migrantes que viviam no acampamento de Calais, na sua maioria originários do Sudão, Afeganistão e Eritreia, distribuindo-os por mais de 400 centros de acolhimento dispersos em França.

No entanto, como a operação de registo e localização era voluntária, não se sabe ao certo quantos migrantes optaram por ficar em Calais ou nas suas imediações, com vista a continuarem a tentar atravessar clandestinamente o Canal da Mancha e chegar ao Reino Unido.

Por outro lado, várias organizações humanitárias denunciaram o aumento no número de migrantes acolhidos noutros acampamentos na zona noroeste de Paris, o que dizem ter diretamente a ver com o desmantelamento do campo de Calais.

Esta terça-feira, a polícia francesa realizou em Paris uma operação de “controlo administrativo” com vista a identificar os migrantes, à qual se opôs a Câmara de Paris.