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Internacional

Réplicas multiplicam-se e o medo permanece no centro de Itália

ALBERTO PIZZOLI/GETTY

Chefe do governo italiano promete reconstruir a região e alerta Bruxelas de que não irá cumprir a meta do défice

Milhares de pessoas do centro de Itália passaram esta noite nas ruas, na sequência do forte sismo que fez tremer no domingo a região. Foram sentidas várias réplicas – incluindo uma de magnitude de 4,2 na escala de Richter – sobretudo em Preci, Ussita, Arquata e Visso, algumas das localidades mais afetadas pelo maior sismo sentido no país em 36 anos.

Segundo o chefe da Proteção Civil, Fabrizio Curcio, a prioridade foi retirar as pessoas das habitações, cabendo agora às autoridades averiguar os danos causados nos edifícios.

O responsável garantiu ainda que a região está preparada para o inverno, sublinhando que este abalo só afetou praticamente o património histórico, uma vez que a região já tinha sido evacuada por precaução, após outro sismo sentido na semana anterior. O balanço das autoridades aponta para existência de 20 feridos, na sua maioria casos ligeiros.

“Vivemos o dia mais negro de sempre. Os danos são irreparáveis. Existem milhares de pessoas nas ruas aterrorizadas e a chorar”, relatou à BBC o autarca da cidade de Tolentino, Giuseppe Pezzanesi.

Cerca de 25 mil pessosas foram retiradas das suas casas, não sabendo ainda quando poderão regressar, dado que as réplicas continuam. Muitas dormiram em tendas e carros em acampamentos na região. Entretanto, as escolas de Roma estão encerradas esta segunda-feira com vista às autoridades averiguarem eventuais danos nas estruturas.

FILIPPO MONTEFORTE/GETTY

Conselho de Ministros extraordinário

O primeiro-ministro italiano Matteo Renzi convocou para esta segunda-feira um Conselho de Ministros extraordinário, para debater uma resposta à crise. No domingo, o governante prometeu reconstruir toda a região, alertando desde logo Bruxelas de que não irá cumprir a meta do défice.

“Nós reconstruíremos tudo: as casas, as lojas, as igrejas. Estes bairros são a alma de Itália. Temos os recursos necessários e colocaremos todos à disposição, sem nenhum tipo de respeito pelas regras tecnocráticas que negam a identidade do nosso país e do nosso território”, declarou Renzi, citado pelos media locais.

O sismo de magnitude 6,5 na escala de Richter, que fez tremer este domingo o centro de Itália, teve o epicentro localizado a cerca de 68 km a sudoeste de Perugia. O país que tem uma significativa atividade sísmica tinha registado na quarta-feira outro abalo de menor intensidade.

No passado dia 24 de agosto, o país foi alvo de um terramoto de magnitude 6 na escala de Richter, que causou cerca de 300 mortos e milhares de desalojados em Amatrice.