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Escolas em Roma encerram segunda-feira para avaliar danos do sismo

Em Campi Alto, perto da cidade de Nórcia, na Itália, vários edifícios colapsaram devido ao sismo.

STRINGER/REUTERS

Terramoto de magnitude 6,5 na escala de Richter abalou este domingo o centro da Itália. Não há registo de vítimas mortais nem desaparecidos. Vários edifícios colapsaram e muitas estradas foram cortadas

A presidente da câmara municipal de Roma, Virginia Raggi, quer encerrar as escolas da cidade italiana na segunda-feira para averiguar eventuais danos sofridos em consequência do sismo deste domingo no centro de Itália, que não provocou mortos nem desaparecidos.

Segundo a agência de notícia espanhola EFE, Raggi disse que “ainda há várias chamadas” para os serviços locais de polícia e bombeiros, na sequência do terramoto de magnitude 6,5 na escala de Richter, registado às 07h40 locais (06h40 em Lisboa).

“Esta administração, como medida meramente cautelar, pretende encerrar as escolas amanhã [segunda-feira], para que os técnicos e responsáveis de segurança possam efetuar todas as comprovações para avaliar se o terramoto causou danos graves”, disse Raggi.

Raggi disse também que as duas linhas de metro encerradas devido ao sismo já foram entretanto reabertas. Segundo o comandante da Proteção Civil de Itália, Fabrizio Curcio, o terramoto não provocou vítimas mortais nem desaparecidos.

Os serviços de resgate “não estão à procura de ninguém”, afirmou Curcio, que acrescentou que o sismo fez cerca de 20 feridos, quase todos sem qualquer gravidade, e os que inspiram mais cuidados não têm a vida em perigo.

Sem precisar números, o responsável disse também que há “inúmeros deslocados”, uma vez que aos de hoje se juntam as cerca de quatro mil pessoas que abandonaram as suas casas depois dos abalos da passada quarta-feira.

A autarca de Roma enviou uma mensagem de solidariedade à população que nas últimas horas “viram ou sofreram as consequências deste violente sismo”.

“A situação está sob controlo, monitorizada”, explicou Raggi, face à intranquilidade na capital italiana, que levou ao encerramento da Basílica de São Paulo - uma das mais importantes na cidade - devido ao aparecimento de rachas e a algumas derrocadas.

Também a igreja de Sant'Ivo, conhecida pela cúpula da autoria do arquiteto barroco Francesco Borromini entre 1642 e 1660, teve que ser encerrada depois de serem detetadas rachas.

Os municípios afetados pelo abalo estavam praticamente vazios, porque a população tinha sido evacuada após os terremotos que abalaram e mesma região na passada quarta-feira.

Vários meios de comunicação social relatam que foram retiradas pessoas com vida dos escombros, seis das quais em Núrsia, cidade localizada a seis quilómetros do epicentro, e três em Tolentino.

Além de ter causado vários derrubamentos de casas já afetadas por sismos anteriores, o sismo destruiu a Basílica de São Bento, em Núrsia, e levou ao corte de muitas estradas no centro de Itália.

O sismo, que também foi sentido com intensidade em outras cidades como Florença ou Roma, ocorreu quatro dias depois de dois outros fortes terramotos terem atingido a mesma região do país e dois meses depois de, em 24 de agosto, um outro de magnitude seis na escala de Richter ter causado a morte de 297 pessoas e a devastação de localidades históricas como Amatrice.