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Ataques aéreos da coligação árabe no Iémen matam 40 presos e rebeldes

Pelo menos 40 pessoas, incluindo presos e rebeldes houthis, morreram este domingo num ataque aéreo da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita contra uma prisão iemenita.

Pelo menos 40 pessoas, incluindo presos e rebeldes houthis, morreram hoje num ataque aéreo da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita contra uma prisão iemenita.

Fontes ligadas à segurança do Iémen disseram à agência Efe que aviões da coligação bombardearam a prisão de Mulhaq, situada num complexo policial perto do porto de Al Hudeida, no mar Vermelho.

Os aviões lançaram três ataques que destruíram as instalações de segurança controladas pelos houthis, que incluíam a prisão.
Segundo as mesmas fontes, pelo menos 120 pessoas estavam na prisão quando se deram os bombardeamentos.

Esta agressão acontece um dia depois de o Presidente do Iémen, Abdo Rabu Mansur Hadi, ter rejeitado a nova iniciativa de paz da ONU.

É comum os aviões da coligação árabe, que combatem ao lado do Presidente Hadi, bombardearem alvos civis na sua luta contra os rebeldes houthis, que tentam tomar controlo do país. No passado dia 8, bombardearam um funeral e mataram 140 pessoas, devido a uma informação "errada", segundo disse então o comandante da força conjunta.

A guerra no Iémen intensificou-se em março de 2015, quando a coligação militar composta por países de maioria sunita interveio diretamente a favor do Presidente Hadi, o único reconhecido pela comunidade internacional, e contra os houthis, xiitas.

A aliança árabe, que bombardeou desde então zonas residenciais, hospitais e escolas, é responsável pela maior parte das vítimas civis no conflito, segundo a ONU e organizações de direitos humanos.