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Internacional

ONU acusa jiadistas de executarem mais de 200 pessoas na zona de Mossul

ARI JALAL

As mortes aconteceram esta semana, à medida que as tropas iraquianas se aproximam da cidade, acusou uma porta-voz da organização

Os jiadistas do grupo Estado Islâmico executaram pelo menos 232 pessoas esta semana na zona de Mossul, norte do Iraque, à medida que as tropas iraquianas se aproximam da cidade, acusou uma porta-voz da ONU em Genebra.

Informações recebidas pela ONU referem a "execução a tiro, na quarta-feira" 26 de outubro de 232 pessoas, disse esta sexta-feira à imprensa uma porta-voz do Alto Comissariado dos Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

Entre as vítimas, precisou, estão "190 antigos agentes das forças de segurança iraquianas".

As informações "foram corroboradas na medida do possível", acrescentou, sublinhando que o número de execuções pode ser superior.

A porta-voz deu por outro lado conta de informações segundo as quais o Estado Islâmico está a forçar as populações das zonas em volta de Mossul a juntarem-se na cidade, para servirem de escudos humanos na batalha por Mossul, bastião do grupo extremista no Iraque que o exército, apoiado por uma coligação internacional, quer tomar.

O grupo "forçou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem as suas casas nalguns distritos em volta de Mossul", disse a porta-voz.

Os civis que recusam obedecer às ordens dos jiadistas"são executados no momento", disse.